Paraguai firma acordo com Estados Unidos para monitoramento aéreo contra o tráfico nas fronteiras
Segundo o jornal La Nacion, a medida foi detalhada pelo ministro da Defesa Nacional, Óscar González, e exclui a instalação de bases militares ou o envio de tropas estrangeiras ao país.
Os acordos sucedem a visita de Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, ao Paraguai e a viagem do presidente paraguaio, Santiago Peña, a Washington.
Segundo González, a implementação formal começará após a conclusão dos trâmites diplomáticos obrigatórios.
Conforme o jornal paraguaio, o intercâmbio de informações possui caráter estratégico e tem como alvo o combate ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional.
De acordo com o ministério, a parceria engloba o fornecimento de sistemas de detecção, ferramentas tecnológicas e programas de capacitação para o efetivo militar paraguaio.
Controle das operações e soberania
O ministro da Defesa Nacional afirmou ao La Nación que as decisões operacionais e o processamento de dados classificados permanecem sob controle do Estado paraguaio.
O procedimento para interceptação de aeronaves continuará subordinado à Lei nº 6980/2022, que regulamenta a Vigilância e Proteção do Espaço Aéreo Paraguaio. A autoridade legal para autorizar as fases 1 e 2 das interceptações recai exclusivamente sobre o comandante da Força Aérea Paraguaia.
A nova estrutura de assistência técnica e o fluxo de dados otimizarão o monitoramento do espaço aéreo, com foco específico em zonas geográficas classificadas como sensíveis pelos órgãos de inteligência do Estado paraguaio.
(Foto: Divulgação/Aeroin)
Midiamax
