Suinocultura de MS cresce 18%, recebe R$ 250 milhões e mira expansão de 50%
Mato Grosso do Sul mantém ritmo acelerado de crescimento na suinocultura em 2026. No primeiro semestre, os frigoríficos do Estado abateram 1,99 milhão de suínos, número 18% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
Com a inclusão dos dados de julho, o setor reforça a tendência de expansão. Entre janeiro e julho, os abates no Brasil alcançaram 29,07 milhões de cabeças.
Mesmo com o avanço, Mato Grosso do Sul segue como o quinto maior produtor brasileiro em quantidade de animais abatidos. Santa Catarina aparece na liderança, com 9,4 milhões de cabeças, seguida por Paraná, com 6,1 milhões, Rio Grande do Sul, com 6 milhões, e Minas Gerais, com 2,3 milhões.
A expansão das granjas foi sustentada por cerca de R$ 250 milhões em crédito, segundo o presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Criadores de Suínos (Asumas), Renato Spera. Os recursos foram obtidos, principalmente, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), além de investimentos diretos dos produtores.
A cadeia produtiva trabalha há aproximadamente três anos com a meta de ampliar em 50% o plantel produtivo até o encerramento de 2026. A oferta de milho, o controle sanitário e a possibilidade de crescimento das propriedades rurais são apontados como bases para alcançar a projeção.
Um diagnóstico detalhado do segmento será divulgado nesta quinta-feira (17), durante o VIII Fórum do Desenvolvimento da Suinocultura, em Dourados. O encontro apresentará o Censo da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, construído a partir de respostas de produtores a 70 questões sobre produção, localização, estrutura e situação econômica das granjas.
O levantamento deverá mostrar quais regiões e propriedades ainda têm capacidade para aumentar a criação, além de indicar necessidades de investimentos em automação, sanidade, gestão e melhorias estruturais.
Hoje, a maior parte da carne suína produzida em Mato Grosso do Sul é destinada ao mercado interno. Apenas entre 1,6% e 1,8% da produção estadual segue para exportação.
