Conforme o Gaeco, empresários cooptavam servidores através do pagamento de propina para condicionar a liberação de serviços de saúde, como a realização de exames médicos e até a disponibilização de leitos em hospitais, para obrigar gestores locais a comprarem o material impresso das empresas do grupo.
Para os investigadores, o modus operandi era um verdadeiro “balcão de negócios” na estrutura da saúde, onde os integrantes do grupo usavam a liberação de exames como ‘moeda de troca’. O objetivo do esquema era obrigar o Poder Público a adquirir esses livros impressos.
No total, a operação mirou cumprir 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
No total, foram apreendidos mais de R$ 70 mil em espécie. O ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos foi um dos alvos da operação.
A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.
O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.
Midiamax
(Pietra Dorneles)
