Em rito acelerado, PEC da Segurança será votada nesta terça-feira no Senado

Policia-Militar-Foto-.jpg
A votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 18/2025, que amplia a integração entre os órgãos de segurança pública para o combate ao crime organizado, está marcada para ocorrer nesta terça-feira (3). A ordem do dia está agendada para as 16h (de Brasília).

A PEC da Segurança Pública foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) em 14 de outubro. No mesmo dia, o Plenário aprovou um requerimento que permite acelerar a tramitação da matéria. O calendário especial dispensa as cinco sessões de discussão exigidas para a votação da proposta em primeiro turno e outras três necessárias para o segundo turno.

A PEC apresentada pelo Poder Executivo reorganiza o sistema de segurança pública, estabelece novas competências entre os entes da Federação e fortalece a integração entre os órgãos responsáveis pelo setor. O texto prevê mais recursos para a área, com a inclusão do Susp (Sistema Único de Segurança Pública) na Constituição.

O relator da PEC na CCJ, senador Rogério Carvalho (PT-SE), alterou o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e acatou 4 das 81 emendas apresentadas pelos senadores. Carvalho retirou, por exemplo, um artigo que destinava recursos das apostas esportivas — as bets — para os fundos de segurança pública. Ele manteve a destinação de 10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal para o setor.

  • Prisão obrigatória em presídio de segurança máxima;
  • Restrição à progressão de regime e a benefícios processuais;
  • Possibilidade de confisco de bens ligados à atividade criminosa, sem indenização;
  • Responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas;
  • Proteção a denunciantes e seus familiares.

Maioridade penal

Até a sexta-feira (30), a PEC da Segurança Pública havia recebido cinco emendas de Plenário. Duas delas alteram as regras da maioridade penal.

O senador Camilo Santana (PT-CE) sugere a redução de 18 anos para 16 anos nos casos de crimes hediondos. O senador Rogério Marinho (PL-RN) defende a alteração de 18 anos para 16 anos como regra geral e, nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo, para 14 anos.

Midiamax

Foto: Antônio Cruz, Agência Brasil)