Exportação do agro avança 14,8% após acordo entre Mercosul e União Europeia
Em volume, o crescimento foi de 8,1%, totalizando 17,74 milhões de toneladas despachadas, segundo o balanço oficial do ministério.
Produtos em destaque na parceria
O complexo soja (grãos, farelo e óleo) manteve a liderança das remessas à Europa, movimentando US$ 4,19 bilhões — um salto de 34,2% em receita.
- Abacate: Explosão de 421,2% em valor, faturando US$ 19,87 milhões;
- Mel e produtos apícolas: Alta de 367%;
- Óleo de milho bruto: Crescimento de 266,3%;
- Carnes: Aumento de 103,5% em valor financeiro, com o volume saltando de 101 mil para 272 mil toneladas;
- Café: As versões torrada (+91,6%) e solúvel (+19%) também avançaram.
Desde o dia 1º de maio, itens como o abacate e os cafés torrado e solúvel já se beneficiam de reduções tarifárias gradativas garantidas pelo acordo, com previsão de isenção total de taxas até 2030.
Apesar do Brasil também ter ampliado em 3,3% a importação de produtos europeus (somando US$ 1,67 bilhão), a balança comercial do setor permaneceu altamente vantajosa para o país. O superávit brasileiro fechou o período em US$ 10,54 bilhões, um aumento de 17%.
O sistema emite relatórios que ajudam o produtor a atestar a regularidade ambiental da sua propriedade, uma exigência central da legislação europeia antidesmatamento (EUDR).
Panorama de Mato Grosso do Sul nas exportações
A força produtiva que impulsiona os números nacionais tem reflexo direto na economia regional.
A agropecuária foi o motor desse avanço, registrando um salto de 28,52% em valor comercializado. A soja foi o principal produto da pauta, respondendo por 31,08% de tudo o que foi exportado (US$ 2,86 bilhões). Na sequência, destacaram-se a celulose (26,42%) e a carne bovina (17,82%).
O saldo da balança comercial sul-mato-grossense ficou positivo em US$ 7,42 bilhões. A China se mantém como a compradora majoritária, absorvendo mais de 46% da produção do estado. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 6,46%, e os Países Baixos, com 4,81%.
