Incêndios atingem 124 mil hectares do Pantanal em Mato Grosso do Sul

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A área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul chegou a 124.441 hectares entre 1º de janeiro e 19 de outubro de 2026, aumento de 29,1% em relação ao período comparado de 2025. O avanço contrasta com a redução registrada no Cerrado e na Mata Atlântica, conforme boletim de monitoramento de incêndios florestais divulgado nesta terça-feira (20).

RESUMO

A área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul chegou a 124.441 hectares entre 1º de janeiro e 19 de outubro de 2026, alta de 29,1% sobre 2025, segundo boletim da Semadesc divulgado nesta terça-feira (20). O bioma concentra 82,3% da área atingida. No estado, o total caiu 25,4%, para 151.217 hectares, com redução de 73,5% no Cerrado e de 82% na Mata Atlântica. Os atestados de conformidade contra incêndios cresceram, e a previsão indica chuvas intensas a partir de quinta-feira (22).

O Pantanal concentra aproximadamente 82,3% de toda a extensão atingida pelo fogo nos três biomas neste ano. Somadas, as áreas queimadas em Mato Grosso do Sul totalizam 151.217 hectares, ante 202.758 hectares em 2025. O cálculo a partir dos números do informativo mostra queda de 25,4% no total estadual.

Mesmo com essa redução, o território pantaneiro teve 28.053 hectares queimados a mais do que no levantamento anterior, quando foram registrados 96.388 hectares. O número de eventos de fogo no bioma também aumentou, de 135 para 166, crescimento de 23%.

Os dados integram o informativo da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com análise do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) e do Corpo de Bombeiros Militar. Os números de área queimada e eventos de fogo têm como fonte o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

No Cerrado, a extensão atingida caiu de 89.881 hectares em 2025 para 23.815 hectares neste ano, redução de 73,5%. Os eventos de fogo passaram de 706 para 429, recuo de 39,2%.

A Mata Atlântica apresentou a maior redução proporcional da área queimada. Foram 2.961 hectares em 2026, contra 16.489 hectares no levantamento anterior, queda de 82%. O número de eventos diminuiu de 96 para 76, redução de 20,8%.

Militares do Corpo de Bombeiros combatem foco de incêndio florestal (Foto: Divulgação)
Militares do Corpo de Bombeiros combatem foco de incêndio florestal (Foto: Divulgação)

O boletim apresenta separadamente as ocorrências de incêndio em vegetação atendidas pelos bombeiros. Nesse indicador, os registros passaram de 4.201 para 2.593, queda de 38,3%.

Prevenção – O levantamento também mostra aumento na quantidade de atestados de conformidade contra incêndios florestais. No Pantanal, o número passou de 43 para 92, crescimento de 114%. No Cerrado, subiu de 28 para 74, avanço de 164,3%. Na Mata Atlântica, foram três atestados, ante um em 2025.

Os documentos integram o acompanhamento das medidas de prevenção conforme a norma técnica do Corpo de Bombeiros citada no informativo.

Calor e previsão de chuva – Para esta terça e quarta-feira (21), a previsão apresentada no boletim indica predomínio de sol e calor intenso, com temperaturas de até 40°C nas regiões Norte, Nordeste e no Pantanal. A umidade relativa do ar deve variar de 20% a 40%. Na quarta, aumentam as possibilidades de chuva e tempestades isoladas à tarde e à noite.

De quinta-feira (22) a domingo (25), as instabilidades devem ganhar força, com previsão de chuvas intensas, raios, rajadas de vento superiores a 70 km/h e granizo isolado. Os maiores acumulados são esperados no Centro-Sul e no Leste.

Para o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, o mapa de probabilidade de fogo aponta predomínio das classificações de baixa probabilidade e observação em Mato Grosso do Sul. Municípios do Oeste e do Noroeste aparecem em condição de alerta, com foco preventivo.

Fonte: Campo Grande News