Dança das cadeiras em MS: Recontagem de votos pode tirar vaga do PL e dar ao PP

Na noite de domingo (4), Mato Grosso do Sul conheceu os 24 deputados estaduais eleitos para mandato de 2027 a 2030. No entanto, pode haver uma ‘dança das cadeiras’ antes mesmo da posse.

Isso porque a candidatura de Jamilson Name (PP) está sub judice, ou seja, ainda está pendente de julgamento da Justiça Eleitoral. A validação – ou não – dos votos dele pode determinar se Márcio Fernandes (PL) ficará com a vaga.

Contra Name correu no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS) ação da Procuradoria Eleitoral pedindo o indeferimento do registro do progressista por conta de ser réu em ações da Omertá, em que ele foi apontado como líder de organização criminosa especializada em jogo do bicho após a prisão do pai Jamil Name e do irmão Jamil Name Filho.

No TRE-MS, a decisão do colegiado foi a de manter a candidatura de Jamilson. No entanto, a procuradoria entrou com recurso e, na sexta-feira (2), a dois dias das eleições, o ministro relator, Sebastião Reis Júnior, proferiu decisão monocrática indeferindo a candidatura.

Agora, o próximo passo é o julgamento do colegiado do TSE, que tem a ‘palavra final’ para julgar o caso.

Entenda o que está em jogo

As eleições de deputado estadual são chamadas de proporcionais. Ou seja, soma-se todos os votos válidos e divide-se pelo número de vagas. O resultado é o valor que cada partido deve somar para conquistar uma cadeira.

Por estar pendente, a votação de 35.656 votos obtidos por Jamilson Name não entrou na soma dos votos válidos.

Então, temos 1.381.806 votos válidos e, nesse cenário, a federação Progressistas-União obtém 4 cadeiras, enquanto o PL fica com 9 vagas, já que o quociente eleitoral é de 57.575.

Caso o TSE derrube a decisão do ministro e valide os votos de Name, o total passará para 1.417.017 e o quociente eleitoral subirá para 59.042.

Nessa nova totalização, o PP-União ‘ganha’ uma vaga a mais, a de Jamilson, tirando a cadeira do PL. Portanto, o deputado com a menor votação do partido liberal é Marcio Fernandes que, no caso do retorno de Jamilson, ficará como suplente.

A nova divisão de vagas ficaria da seguinte forma: PL (8), PP-União (5), PT-PCdoB-PV (4), PSDB-Cidadania (3), Republicanos (2), MDB (1) e Avante (1).

Por enquanto, esses são os 24 deputados eleitos (sem Jamilson):

  • Zé Teixeira
  • Paulo Corrêa
  • Caravina
  • Zeca do PT
  • Coronel David
  • André Puccinelli
  • Tiago Botelho
  • Ângelo Guerreiro
  • Gianni Nogueira
  • Odion Ribeiro
  • Gerson Claro
  • Londres Machado
  • Hélio Peluffo
  • Daverson Matos
  • Gleice Jane
  • André Salineiro
  • Pedro Kemp
  • Lucas de Lima
  • Professor Rinaldo
  • Márcio Fernandes
  • Renato Câmara
  • Lídio Lopes
  • Paulo Duarte
  • Pedrossian Neto

(Divulgação, Alems)

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