Eleições 2026: direita amplia espaço nos governos estaduais; sete estados terão segundo turno

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Vinte estados definiram seus governadores no primeiro turno. Direita e centro-direita conquistaram a maioria das disputas, enquanto o PT manteve governos importantes no Nordeste. Sete unidades da Federação ainda decidirão seus governadores no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

As eleições para governador de 2026 terminaram no primeiro turno em 20 das 27 unidades da Federação. O resultado consolidou o avanço de partidos identificados com a direita e a centro-direita, enquanto a esquerda, principalmente o PT, manteve seu principal espaço de influência no Nordeste.

Quem foi eleito no primeiro turno

Entre os 20 governadores eleitos, três pertencem ao PT: Jerônimo Rodrigues, na Bahia; Elmano de Freitas, no Ceará; e Rafael Fonteles, no Piauí. Os três são classificados no campo da esquerda.

Na direita, o PL elegeu seis governadores: Sergio Moro, no Paraná; Marcos Rogério, em Rondônia; Arthur Henrique, em Roraima; Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul; Jorginho Mello, em Santa Catarina; e Douglas Ruas, no Rio de Janeiro, embora a situação do Rio ainda envolva uma questão jurídica relacionada à candidatura de Anthony Garotinho.

O Republicanos, também situado no campo da direita/centro-direita, elegeu Tarcísio de Freitas, em São Paulo; Cleitinho Azevedo, em Minas Gerais; e Otaviano Pivetta, em Mato Grosso.

Outros partidos de centro e centro-direita também venceram no primeiro turno. O PSD elegeu Dr. Furlan, no Amapá; Eduardo Braide, no Maranhão; e Raquel Lyra, em Pernambuco. O PP elegeu Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul, e Lucas Ribeiro, na Paraíba

Também foram eleitos Daniel Vilela (MDB), em Goiás; Dr. Daniel (Podemos), no Pará; e JHC (PSDB), em Alagoas.

Estados definidos no primeiro turno

  • Amapá — Dr. Furlan (PSD): centro

  • Alagoas — JHC (PSDB): centro-direita

  • Bahia — Jerônimo Rodrigues (PT): esquerda

  • Ceará — Elmano de Freitas (PT): esquerda

  • Goiás — Daniel Vilela (MDB): centro

  • Maranhão — Eduardo Braide (PSD): centro

  • Minas Gerais — Cleitinho (Republicanos): direita

  • Mato Grosso — Otaviano Pivetta (Republicanos): direita/centro-direita

  • Mato Grosso do Sul — Eduardo Riedel (PP): centro-direita

  • Pará — Dr. Daniel (Podemos): centro-direita

  • Paraíba — Lucas Ribeiro (PP): centro-direita

  • Pernambuco — Raquel Lyra (PSD): centro

  • Piauí — Rafael Fonteles (PT): esquerda

  • Paraná — Sergio Moro (PL): direita

  • Rio Grande do Sul — Luciano Zucco (PL): direita

  • Rondônia — Marcos Rogério (PL): direita

  • Roraima — Arthur Henrique (PL): direita

  • Santa Catarina — Jorginho Mello (PL): direita

  • São Paulo — Tarcísio de Freitas (Republicanos): direita/centro-direita

  • Mato Grosso — Otaviano Pivetta (Republicanos): direita/centro-direita

Sete disputas serão decididas no segundo turno

Sete unidades da Federação ainda terão uma nova votação para governador. O segundo turno está marcado para 25 de outubro, conforme o calendário eleitoral.

Acre

Mailza Assis (PP) x Alan Rick (Republicanos)

A disputa reúne dois candidatos situados no campo da centro-direita/direita. Mailza Assis terminou na frente no primeiro turno, com 49,76%, enquanto Alan Rick teve 32,27%.

Amazonas

Omar Aziz (PSD) x Maria do Carmo (PL)

Omar Aziz, do PSD, representa o centro, enquanto Maria do Carmo, do PL, está no campo da direita. Aziz terminou o primeiro turno com 40,51%, contra 24,63% de Maria do Carmo

Distrito Federal

Celina Leão (PP) x Leandro Grass (PT)

É uma das disputas em que a diferença ideológica é mais clara: Celina Leão está no campo da centro-direita, enquanto Leandro Grass representa a esquerda pelo PT. Celina terminou com 49,93%, e Grass com 34,47%.

Espírito Santo

Lorenzo Pazolini (Republicanos) x Ricardo Ferraço (MDB)

Os dois candidatos estão no campo da direita/centro-direita. Pazolini obteve 49,65%, enquanto Ferraço alcançou 34,06%.

Rio de Janeiro

Eduardo Paes (PSD) x Douglas Ruas (PL)

Eduardo Paes, do PSD, é identificado com o centro, enquanto Douglas Ruas, do PL, está no campo da direita. Paes terminou o primeiro turno com 42,76%, contra 49,27% de Ruas. A situação do resultado do Rio envolve ainda questões jurídicas relacionadas à candidatura de Anthony Garotinho.

Rio Grande do Norte

Allyson Bezerra (União Brasil) x Cadu de Lula (PT)

Allyson Bezerra está no campo de centro-direita, enquanto Cadu de Lula representa a esquerda. A disputa foi uma das mais apertadas do primeiro turno: Allyson teve 36,92%, e Cadu de Lula, 36,16%.

Tocantins

Dorinha Seabra (União Brasil) x Vicentinho Júnior (PSDB)

Os dois candidatos estão posicionados no campo de centro/centro-direita. Dorinha terminou o primeiro turno com 45,52%, contra 43,94% de Vicentinho Júnior. O retrato político dos governos estaduais

O resultado do primeiro turno mostra uma presença significativa da direita e da centro-direita nos governos estaduais. O PL foi o partido que mais elegeu governadores, com seis vitórias no primeiro turno, enquanto PT, PP e Republicanos tiveram três eleitos cada, segundo o levantamento da Folha.

A esquerda, por sua vez, concentrou suas vitórias principalmente no Nordeste. O PT reelegeu ou elegeu governadores na Bahia, Ceará e Piauí e ainda disputa o segundo turno no Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

A votação do dia 25 de outubro definirá os sete governos estaduais que ainda estão em disputa. Entre eles, estão confrontos entre campos políticos diferentes, como PP x PT no Distrito Federal e PSD x PL no Amazonas e no Rio de Janeiro, além de disputas dentro do campo de centro-direita em outros estados.

Assim, o mapa dos governos estaduais em 2026 aponta, até agora, para uma maior presença da direita e da centro-direita, enquanto a esquerda mantém seus principais redutos no Nordeste e busca novas vitórias no segundo turno.

Redação