Menor seção eleitoral de MS tem apenas 21 eleitores em aldeia indígena

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Com apenas 21 eleitores registrados, a Escola Indígena Yvy Poty, situada na Aldeia Te’yikue, em Caarapó, carrega o título de menor seção eleitoral de Mato Grosso do Sul, conforme levantamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

RESUMO

A Escola Indígena Yvy Poty, na Aldeia Te’yikue, em Caarapó, abriga a menor seção eleitoral de Mato Grosso do Sul, com apenas 21 eleitores, segundo o TSE. A seção 100 integra a 28ª Zona Eleitoral, que inclui também Juti. A aldeia fica a 16 km do Centro e tem cerca de 5 mil habitantes, em área de 3.600 hectares do povo Guarani Kaiowá, demarcada em 1924 pelo SPI. Em contraste, o maior local de votação do estado, em Campo Grande, recebe 8,4 mil eleitores.

A seção de número 100 integra a 28ª Zona Eleitoral, que abrange, além de Caarapó, o município de Juti. A Aldeia Te’yikue está localizada na área rural de Caarapó, a 16 km do Centro do município.

Apesar do reduzido número de votantes na urna local, a área abriga uma das maiores comunidades indígenas do estado. A Aldeia Te’yikue reúne aproximadamente 5 mil habitantes, segundo levantamentos do ISA (Instituto Socioambiental) e dados de atendimento da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena).

Escola Indígena Yvy Poty, onde 21 eleitores votam em aldeia indígena (Foto: Reprodução/SED)
Escola Indígena Yvy Poty, onde 21 eleitores votam em aldeia indígena (Foto: Reprodução/SED)

O pequeno número de votantes da seção contrasta com o maior local de votação de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. A Escola Municipal Padre Tomaz Ghirardelli, no Parque Lageado, recebe 8,4 mil eleitores distribuídos em dezenas de seções.

Território centenário — A área de cerca de 3.600 hectares pertence tradicionalmente ao povo Guarani Kaiowá. O local foi demarcado oficialmente em 20 de novembro de 1924 pelo antigo SPI (Serviço de Proteção aos Índios) sob o nome de Posto Indígena José Bonifácio, figurando como a terceira reserva indígena criada no estado.

Ao longo das décadas, o território passou de abrigo para centenas de pessoas a um adensado polo comunitário, somando cerca de 700 famílias.

Fonte: Campo Grande News