MS bate recorde de exportações e acumula superávit de US$ 3,596 bilhões.

Mato Grosso do Sul registrou o maior valor de exportações para o período de janeiro a maio em toda a série histórica do comércio exterior. As vendas internacionais do Estado somaram US$ 4,68 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, superando em 6,1% o recorde anterior, registrado em 2023, quando a receita atingiu US$ 4,41 bilhões, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

O resultado também representa crescimento de 8,56% em relação ao mesmo período de 2025, quando as exportações alcançaram US$ 4,31 bilhões. Em valores absolutos, o avanço foi de US$ 368,9 milhões.

Além da receita recorde, Mato Grosso do Sul também atingiu o maior volume exportado da série histórica para o período. Os embarques somaram 12,6 milhões de toneladas entre janeiro e maio, superando as 10,9 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025 e consolidando um crescimento de 15,81%.

Conforme o MDIC, os cinco principais produtos exportados pelo Estado responderam por 79,44% da receita obtida com as vendas internacionais, totalizando US$ 3,718 bilhões.

A soja liderou a pauta exportadora, com receita de US$ 1,562 bilhão e participação de 33,4% do total exportado. O produto somou 3,75 milhões de toneladas embarcadas. Na sequência aparece a celulose, com US$ 1,122 bilhão (24,0%) e volume de 2,57 milhões de toneladas. Em terceiro lugar estão as carnes bovinas congeladas, com US$ 694,489 milhões (14,8%) e 115,7 mil toneladas exportadas. Completam a lista as carnes bovinas frescas ou refrigeradas, com US$ 197,393 milhões (4,2%) e 29,7 mil toneladas, e o farelo de soja, com US$ 141,973 milhões (3,0%) e 398 mil toneladas.

Juntos, soja e celulose responderam por mais da metade das exportações sul-mato-grossenses no período, reforçando a importância do agronegócio e da indústria florestal para a economia estadual.

Em contrapartida, as importações de Mato Grosso do Sul somaram US$ 1,083 bilhão entre janeiro e maio, crescimento de 4,47% em relação ao mesmo período de 2025, quando atingiram US$ 1,037 bilhão.

O gás natural liderou as compras externas do Estado, com US$ 305,687 milhões e participação de 28,2% do total importado. O volume adquirido alcançou 1,13 milhão de toneladas. Em seguida aparecem as caldeiras aquatubulares, com US$ 125,851 milhões (11,6%) e 24,3 mil toneladas, os cátodos de cobre refinado, com US$ 102,841 milhões (9,5%) e 8 mil toneladas, o álcool etílico não desnaturado, com US$ 73,350 milhões (6,8%) e 103,2 mil toneladas, e as máquinas para empacotar e embalar mercadorias, com US$ 39,856 milhões (3,7%) e 1,4 mil toneladas.

Juntos, os cinco principais itens importados responderam por US$ 647,6 milhões, o equivalente a 59,7% de toda a receita das importações sul-mato-grossenses no período.

Embora a receita das importações tenha aumentado, o volume importado recuou 1,15%, passando de 1,696 milhão para 1,676 milhão de toneladas. O resultado indica que o Estado importou uma quantidade ligeiramente menor de mercadorias, porém a um custo médio mais elevado.

Com exportações de US$ 4,68 bilhões e importações de US$ 1,08 bilhão, Mato Grosso do Sul manteve saldo positivo no comércio exterior em 2026. O resultado foi um superávit de US$ 3,596 bilhões na balança comercial do Estado.

Campo Grande News

(Foto: Aprosoja/MS/Divulgação)

Siga nossa página no Instagram: instagram.com/plantaoregional

Siga nossa página no Facebook: fb.com/plantaoregionalms