“O impacto para estados exportadores, como Mato Grosso do Sul, e para os frigoríficos será severo”. Assim, a senadora acredita que há necessidade “urgente de uma atuação firme do Brasil, tanto no campo diplomático quanto técnico, para reverter essa situação”.
Senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza afirma que a remoção do Brasil da lista de exportadores da União Europeia “causa grande estranheza e preocupação”. Logo, destacou que a decisão ocorre “logo após a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia”.
Então, destacou que o Brasil respondeu aos questionários exigidos. “O país foi excluído sem clareza sobre quais pontos teriam sido considerados ‘não conformes’”, finalizou ao Midiamax.
Barreira protecionista
O senador por Mato Grosso do Sul Nelsinho Trad (PSD) disse que a “questão sanitária sempre foi muito cara aos europeus e precisa ser tratada com seriedade”. Nesse sentido, acredita que a “União Europeia tem padrões elevados e o Brasil deve manter disposição permanente para o diálogo técnico, justamente para que uma preocupação sanitária legítima não se transforme em barreira protecionista”.
Nelsinho destacou que uma reunião foi marcada nesta quarta-feira (13) e que o Governo Federal e a entidade europeia irão debater a questão. “Também há um esforço do Ministério da Agricultura para abrir uma interlocução técnica sobre temas sanitários e fitossanitários”, relatou ao Midiamax.
“Nós esperamos que essas questões sejam sanadas com equilíbrio, transparência e boa-fé”, disse o senador, lembrando que o acordo foi assinado há pouco tempo. “O acordo existe justamente para aproximar as partes, facilitar o comércio e dar previsibilidade às relações econômicas”, lembrou.
Por fim, disse que “o Brasil não está pedindo flexibilização de normas sanitárias da União Europeia”. Então, defendeu o “tratamento técnico, o diálogo permanente e a disposição dos dois lados para evitar qualquer discriminação contra produtos brasileiros”.
Medida contra o agro brasileiro
As medidas da União Europeia contra a produção brasileira valem a partir de 3 de setembro de 2026. Em nota, o Governo Federal explicou que “a decisão decorre do resultado da votação realizada hoje no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia”.
Isso porque o grupo aprovou uma atualização de países autorizados a exportar produtos de origem animal. “Vale ressaltar que, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente”, informou o Governo Federal.
(Jefferson Rudy/ Senado)
Midiamax
