Ao todo, a Justiça Federal expediu 22 mandados de prisão preventiva e temporária. Segundo informações da Polícia Federal, 16 mandados já foram cumpridos e outros seis investigados seguem foragidos.
De acordo com apuração, os principais líderes da quadrilha presos durante a operação são Alex Benitez Gamarra, Jederson Miranda Perez e Alan Ademir Percece. Alex foi preso em Ponta Porã, Alan em Balneário Camboriú e Jederson em Maracaju.
Entre os presos também está Selma Nunes Roas, apontada como integrante ligada à logística da organização criminosa. Ela foi presa em Campo Grande por força de mandado de prisão temporária.
Selma já havia sido alvo da Operação Blindagem, deflagrada em novembro de 2025 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Na ocasião, as investigações apontavam envolvimento com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, extorsão e lavagem de dinheiro. Apesar da prisão, ela obteve posteriormente o benefício da prisão domiciliar.
As investigações da Operação Fornax tiveram início em junho de 2023, após a apreensão de quase duas toneladas de maconha na região de fronteira. A partir desse flagrante, a Polícia Federal identificou a atuação de uma organização criminosa especializada na importação e distribuição de grandes carregamentos de drogas vindos do Paraguai.
Durante quase três anos de investigação, cerca de 16 toneladas de entorpecentes foram retiradas de circulação em sete grandes apreensões realizadas pelas forças de segurança.
Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava estabelecimentos comerciais para ocultar e movimentar recursos financeiros provenientes das atividades ilícitas. Entre os negócios investigados estão academias, açougues, padarias e oficinas mecânicas.
Além das prisões, a operação também cumpriu 47 mandados de busca e apreensão e 12 ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros.
As ações ocorreram em diversas cidades de Mato Grosso do Sul, incluindo Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Maracaju e Campo Grande, além de municípios dos estados de Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
Outros investigados presos durante a operação são Maria Aparecida Gomes Moraes, Edson Benitez, Rafael de Araújo Silva, David Nogueira França e Jorge Luis Gonzalez Silva. Rafael foi preso em Guarujá e Jorge em Ponta Porã.
(Foto: Arquivo)
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