O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, disse na terça-feira,21, que seu país concluiu os reparos no oleoduto Druzhba, que leva petróleo russo para Hungria e Eslováquia, passando pela Ucrânia. As instalações foram danificadas por ataques em agosto. Citando uma fonte do setor, a Reuters disse que as operações seriam retomadas ontem. “É o sinal adequado nas circunstâncias atuais”, disse Zelenski.
Chipre, que exerce a presidência semestral do Conselho da UE, anunciou que iniciou o processo para alcançar um acordo final dos 27 Estados-membros, incluindo a Hungria. Sem esperar a confirmação, vários líderes europeus celebraram a decisão “esperada há muito tempo”, nas palavras do presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda.
Oposição
O primeiro-ministro nacionalista húngaro em fim de mandato, Viktor Orbán, havia bloqueado o empréstimo como forma de pressão para que a Ucrânia retomasse o fornecimento pelo oleoduto Druzhba.
Embora a Ucrânia tenha anunciado ontem a entrada em operação do oleoduto, o petróleo ainda não havia chegado à Hungria e à Eslováquia, os dois países da UE que têm uma isenção para continuar se abastecendo de petróleo russo.
O governo do Chipre marcou a aprovação definitiva para a tarde de hoje, para garantir que a questão do oleoduto não impeça o acordo final. “A Ucrânia cumpre suas obrigações nas relações com a UE, incluindo em questões tão sensíveis como o funcionamento do oleoduto Druzhba”, afirmou Zelenski.
A UE deve desembolsar um financiamento de € 45 bilhões, em 2026, e o mesmo montante, em 2027. A Ucrânia precisa desesperadamente do pacote de empréstimo, originalmente acordado em dezembro, para sustentar sua economia devastada pela guerra e ajudar a manter os soldados russos afastados pelos próximos dois anos.
A Hungria insistiu que precisa voltar a receber o petróleo antes de desbloquear os fundos europeus, enquanto a Eslováquia se recusou a endossar novas sanções à Rússia. Há meses, os dois países acusam a Ucrânia de não ter reparado o oleoduto.
A Ucrânia e a maioria dos seus aliados europeus se opõem às importações de petróleo da Rússia, que ajudam a reforçar o caixa e financiar a guerra do presidente, Vladimir Putin, que já dura cinco anos. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
