De forma geral, o prazo para análise de um benefício varia de 30 a 90 dias após o protocolo. No entanto, esse período pode se estender dependendo do tipo de solicitação e da necessidade de etapas adicionais, como perícia médica, avaliação socioeconômica ou complementação de documentos. Também é comum que a conferência de vínculos trabalhistas cause atrasos.
Segundo a advogada Thaís Bertuol Xavier, consultora jurídica da plataforma Previdenciarista, nem sempre a demora está ligada apenas ao tamanho da fila. Pendências simples no cadastro podem travar o andamento do pedido, o que torna essencial acompanhar o processo. “Muitos atrasos acontecem por questões que o próprio segurado pode resolver durante a análise”, explica.
A legislação prevê prioridade na análise para pessoas com doenças graves, idosos ou em situação de vulnerabilidade social. Na prática, porém, essa prioridade nem sempre é cumprida, o que mantém muitos segurados na fila por longos períodos.
Enquanto aguardam, especialistas recomendam que os segurados acompanhem o pedido pelo aplicativo Meu INSS, verifiquem possíveis pendências e guardem comprovantes do requerimento. Também é importante evitar abrir um novo pedido sem orientação, já que isso reinicia o prazo e pode aumentar ainda mais o tempo de espera. Em situações de demora excessiva, a busca por orientação jurídica pode ajudar a acelerar a análise.
(Foto: Divulgação/INSS)
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