Tereza Cristina alerta que ‘crise’ do agro começou antes da guerra no Oriente Médio
Para a senadora Tereza Cristina (PP), a ‘crise’ do agro brasileiro começou antes da guerra no Oriente Médio. Nesta quinta-feira (16), a parlamentar destacou os altos juros e as recuperações judiciais como gargalos do setor produtivo no Brasil.

“Hoje nós temos um problema na agricultura brasileira, que é um problema estrutural e que vem desde lá de trás. Os juros que se praticam no Brasil, de quatro anos para cá, eles não cabem no bolso do agricultor. Isso tem sido o maior problema”, destacou a senadora.

Assim, Tereza pontuou que a guerra no Oriente Médio afeta o agro, mas os custos aumentaram desde a guerra na Ucrânia.

“Esse momento que a agropecuária vive é difícil, porque nós temos hoje o aumento dos custos de produção. Não é só por conta dos fertilizantes que, hoje, nós temos o problema com essa guerra”, afirmou Tereza.

Ela destacou que “já vem de antes, porque, quando nós tivemos a guerra Ucrânia-Rússia, lá atrás, já afetou o preço dos fertilizantes dos nitrogenados”.

Negociações

Apesar dos apontamentos, a senadora acredita que o cenário internacional deve caminhar de forma positiva. “Enfim, isso vai passar, se Deus quiser. Nós temos essa guerra, uma guerra insana. Eu acho que ela precisa terminar logo. Espero que as negociações entre Estados Unidos e Israel e o Irã possam caminhar, e isso ser resolvido”, disse ao Midiamax.

Outro ponto favorável destacado pela senadora foi a reforma tributária. Conforme Tereza, o agronegócio, “graças à bancada forte que tem no Congresso Nacional”, conseguiu deferência na tramitação da reforma.

“Então, o agro não terá muitos impactos nesta primeira reforma. Tem outras que virão, mas nessa ele passou, vamos dizer, da maneira que ele precisava ser colocado. Um setor que sustenta o Brasil, hoje, nós somos o carro-chefe da economia brasileira”, explicou a senadora.

Por fim, Tereza aguarda avanços sobre a questão dos juros e conflitos internacionais. “Então, estamos discutindo isso de maneira agora muito firme e célere, para ver o que é que nós podemos fazer para que os produtores que hoje estão numa situação difícil possam continuar a produzir e fazer do Brasil esse celeiro que é para o mundo.”

(Pietra Dorneles)

Midiamax

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