Estão presentes representantes dos professores, policiais, Detran-MS, de profissionais da saúde e outros, que compõem o Fórum dos Servidores.
Conforme o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a partir de 7 de abril, data que marca 180 dias antes das Eleições 2026, fica vedada a concessão de revisão geral da remuneração de servidoras e servidores públicos que exceda a recomposição das perdas inflacionárias no ano eleitoral. A regra vale até a posse das eleitas e dos eleitos e integra as medidas previstas na legislação para garantir equilíbrio no processo eleitoral.
Para o presidente da Fetems – entidade que representa professores -, Deumeires Morais, a pressão é importante para tentar ganhos para as categorias antes do prazo: “Que os deputados possam ajudar abrir canal de dialogo com governador. Temos a esperança mudar esse quadro”.
Já o representante dos policiais – Sinpol -, Mário Jurado, disse que desde o governo anterior os servidores vêm sofrendo perdas salariais. “Convocamos essa movimentação para mostrar que reajuste [de 3,81%] não supera as perdas salariais nesse período”, pontuou.

Reajuste a servidores de MS
Na segunda-feira (30), o Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), sancionou a revisão anual geral dos salários dos servidores públicos estaduais com reajuste de 3,81%.
A proposta foi encaminhada para Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul na última última semana e aprovada pelos deputados na terça-feira (24).
A medida abrange servidores efetivos e comissionados, além de empregados públicos da administração direta, autárquica e fundacional.
O reajuste também contempla aposentados e pensionistas que têm direito à paridade, bem como militares inativos.
A proposta ainda estende a revisão a servidores de outros órgãos estaduais, como Defensoria Pública, Tribunal de Contas, Ministério Público, Assembleia Legislativa e Poder Judiciário, desde que não haja regras específicas que impeçam a aplicação do índice.
Segundo o governo, o percentual foi definido com base na capacidade financeira do Estado para arcar com o aumento das despesas. A revisão anual dos salários é prevista na Constituição Federal e deve ocorrer como forma de recompor a inflação, sem representar aumento real na remuneração.
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