O levantamento mostra que, em 2024, o Estado registrou taxa de 3,7 divórcios por mil habitantes, índice superior à média nacional, de 2,7. Apenas Rondônia (4,9) e Distrito Federal (3,8) aparecem à frente.
O ranking revela contraste entre as unidades da federação. No topo estão RO, DF e MS, enquanto estados como Rio Grande do Sul (1,7), Mato Grosso (1,3), Pará (1,2) e Roraima (0,2) apresentam taxas bem menores. Entre as regiões, o Norte foi a única a registrar aumento geral nos divórcios (+9,1%).
No cenário nacional, o Brasil contabilizou 428.301 divórcios em 2024, queda de 2,8% em relação ao ano anterior.
Mesmo com a redução, há uma tendência de dissoluções mais rápidas: o tempo médio de casamento até o divórcio passou de 16 anos, em 2010, para 13,8 anos.
A pesquisa também mostra que, na data da separação, homens têm média de 44,5 anos, enquanto mulheres, 41,6.
Divórcios crescem e casamentos mais curtos
Em Mato Grosso do Sul, o relatório detalha que, ao longo de 2024, foram registrados 6.869 divórcios, número que segue o padrão nacional.
Mais da metade das separações ocorreu antes dos 10 anos de casamento: 3.933. Entre elas, 2.488 uniões se desfizeram antes do quinto ano.
O Estado também registrou extremos: 1.275 divórcios aconteceram com até dois anos de união, enquanto 1.279 ocorreram após 20 anos de casamento.
A maioria segue o regime de comunhão parcial de bens (6.355), e os divórcios consensuais predominam, somando 5.269 processos. Em 1.599 casos, a separação foi solicitada por apenas uma das partes, com 500 pedidos feitos por homens e 1.099 por mulheres.
Quanto ao perfil dos divorciados, o grupo mais frequente é o de 40 a 44 anos (1.053), seguido por pessoas entre 35 e 39 anos (1.033).
Há também registros significativos de separações após os 60 anos: 873 casos, dos quais 93 envolvem pessoas acima dos 75.
Casamentos e comportamento conjugal
O Estado registrou ainda 15.094 casamentos em 2024. A maioria ocorre entre 25 e 29 anos, seguida das faixas de 30 a 34 e 20 a 24 anos.
A pesquisa mostra que novembro e dezembro seguem como os meses preferidos para oficializar uniões.
Entre todas as celebrações, 175 casamentos foram entre pessoas do mesmo sexo, embora os divórcios contabilizados pelo IBGE ainda incluam apenas separações de casais heterossexuais, por falta de registro adequado pelos cartórios.
(Foto: Ilustrativa)
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