Com velório no anel viário, indígenas querem presença de autoridade que garanta melhorias de sinalização

O velório do indígena Catalino Gomes Lopes, morto na manhã de ontem aos 49 anos após ser atropelado por uma caminhonete Hilux, no anel viário, em Dourados, acontece na rodovia. A pista está fechada e a comunidade local exige a presença de autoridade que garanta melhorias de sinalização vertical e horizontal ao longo da via que margeia a aldeia Bororó e acampamentos.

Catalino estava de bicicleta quando foi atingido pela caminhonete, que ficou com a frente destruída. Com a morte dele, o clima ficou tenso no local. O motorista precisou ser escoltado pela polícia.

Vídeos que circulam as redes sociais mostram que, com o fechamento da pista, e tensão no local, tiros de munição não letal e uso de gás foram disparados pela polícia.

Valderi Garcia é morador e líder da retomada (acampamento) Iwu Verá, localizado às margens do anel viário e vizinho a sítios e a aldeia Bororó. Ele diz que a comunidade só vai liberar a pista depois que uma autoridade garantir melhorias de sinalização.

“Queremos três lombadas eletrônicas, 10 quebra-molas, ponto de ônibus e passarela para pedestres no anel viário”, disse ele, que já colocou as reivindicações da comunidade no papel. Os moradores também pedem demarcação de terra e melhorias na infraestrutura em geral nos acampamentos e na Reserva Indígena.

O velório começou ontem e não há horário para acontecer o enterro. Valderi diz que somente após uma autoridade chegar ao local é que a comunidade irá estudar a possibilidade de liberação do anel viário.

A região onde aconteceu o acidente é travessia de indígenas que seguem para a cidade. Para chegar ao centro, por exemplo, passam por vários condomínios de luxo e bairros de classe média.

Carta de reivindicação da comunidade:

Midiamax

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