Familiares da idosa, de 65 anos, que morreu nesta quinta-feira (23) – após um acidente no cruzamento entre as ruas Santo Augusto e Rosa Maria Lopes Couto, no bairro Vida Nova, em Campo Grande – disseram à equipe de reportagem do Jornal Midiamax, que ligaram 35 vezes para o socorro, que chegou mais de uma hora depois da colisão.
Segundo a nora da vítima, que a pedido dos familiares não teve o nome divulgado, após o acidente a idosa estava consciente, orientada e chegou a falar com o filho pelo celular, no entanto, não resistiu e morreu enquanto aguardava a chegada do socorro.
A nora da vítima diz ainda que enquanto aguardava pelo socorro, buscou ajuda no Batalhão da Polícia Militar do bairro Nova Lima, no entanto, foi informada pelos militares de que eles não poderiam interferir na vítima, que precisavam esperar pela equipe especializada de socorro.
“Fui lá pedir ajuda porque eles têm treinamento de primeiros socorros, mas disseram que não poderiam mexer nela, que tínhamos que esperar e, então, ligaram novamente para reforçar o pedido de socorro. Busquei toda ajuda possível. Tudo que eu pude fazer, eu fiz”, ressalta.
Procurada pela equipe de reportagem do Jornal Midiamax, a assessoria de comunicação da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) foi informada de que em alguns casos as viaturas estão empenhadas em outras ocorrências e repassam os acionamentos ao Corpo de Bombeiros. Sobre o acidente envolvendo a idosa, a assessoria disse que precisa de mais tempo para verificar o caso e ainda não retornou.
A equipe de reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
Acidente
Segundo os familiares, a vítima havia se aposentado recentemente. Ela conduzia uma moto Honda Biz, de cor preta e seguia pela Rua Santo Augusto quando foi atingida por um Honda HRV, cor branca, que estava na Rosa Maria Lopes Couto e invadiu a preferencial.
A motorista que dirigia o carro não tem CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e foi conduzida para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol para prestar esclarecimentos sobre o caso.
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