Fretes de grãos recuam em 9 das 17 principais rotas de MS durante avanço da colheita

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Levantamento da Conab mostra queda ou estabilidade na maioria dos corredores em agosto; Maracaju–Paranaguá teve maior alta, enquanto Chapadão do Sul–Guarujá registrou maior redução

Os fretes agrícolas nas principais rotas de escoamento de grãos de Mato Grosso do Sul tiveram queda ou estabilidade na maior parte dos corredores durante agosto, mesmo com o avanço da colheita do milho segunda safra. De acordo com o Boletim Logístico de setembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), das 17 rotas acompanhadas no Estado, nove apresentaram redução nos valores, quatro permaneceram estáveis e quatro registraram aumento. Na comparação com agosto de 2025, porém, o cenário ficou equilibrado: oito rotas tiveram alta, oito apresentaram queda e uma manteve o mesmo valor.

Entre as altas registradas no mês, o maior aumento ocorreu no trecho Maracaju–Paranaguá (PR), onde o frete passou de R$ 266 para R$ 285 por tonelada, avanço de 7,1%. Também houve elevação em Ponta Porã–Rio Grande (RS), de R$ 310 para R$ 320, Maracaju–Maringá (PR), de R$ 138 para R$ 142, e Sidrolândia–Santos (SP), de R$ 282 para R$ 290. Na direção contrária, Chapadão do Sul–Guarujá (SP) teve a maior queda mensal, de 9,4%, com o valor recuando de R$ 320 para R$ 290 por tonelada. Ponta Porã–Maringá também apresentou redução significativa, de 7,4%, passando de R$ 149 para R$ 138.

Na comparação anual, a maior valorização foi observada em Sidrolândia–Maringá, cujo frete subiu 16,7%, de R$ 126 para R$ 147 por tonelada. Maracaju–Paranaguá teve aumento de 14,9%, passando de R$ 248 para R$ 285, enquanto Sidrolândia–Paranaguá ficou 10,8% mais cara, de R$ 249 para R$ 276. Também registraram alta Dourados–Maringá, Ponta Porã–Maringá, Dourados–Paranaguá, Ponta Porã–Rio Grande e Ponta Porã–Santos. Entre as quedas, Sidrolândia–Santos recuou 9,4%, São Gabriel do Oeste–Santos caiu 7,6% e Chapadão do Sul–Guarujá teve redução de 6,5%. Em Chapadão do Sul–Paranaguá, o valor permaneceu em R$ 300 por tonelada, igual ao registrado um ano antes.

O comportamento dos fretes ocorreu em meio ao avanço da colheita do milho segunda safra, que havia alcançado aproximadamente 87% da área cultivada até 28 de agosto. A colheita estava praticamente concluída na região Norte e seguia em andamento nas regiões Centro e Sul. O aumento da produção retirada das lavouras elevou a necessidade de transporte para armazéns, cerealistas, cooperativas e consumidores. Em algumas localidades, houve saturação de estruturas de armazenagem e filas para descarga, mas a movimentação adicional não provocou uma alta generalizada dos fretes, segundo a Conab. Parte dos grãos permanece armazenada e é transportada posteriormente, conforme contratos, demanda dos compradores e necessidade de reposição dos estoques.

No comércio exterior, Mato Grosso do Sul exportou 648,2 mil toneladas de soja e milho em agosto, sendo 548,1 mil toneladas de soja e 100,1 mil toneladas de milho. Paranaguá recebeu 246,3 mil toneladas, São Francisco do Sul ficou com 214,6 mil e Santos recebeu 186,4 mil toneladas. No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil exportou 92,7 milhões de toneladas de soja, alta de 7% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto os embarques de milho somaram 14,5 milhões de toneladas, queda de 7,9%. O cenário reforça a importância dos corredores que ligam as regiões produtoras de Mato Grosso do Sul aos portos do Sul e do Sudeste, enquanto a demanda do mercado interno, a armazenagem e as exportações seguem influenciando de forma diferente os valores dos fretes em cada região.

Redação com informações da CONAB

Foto Aprosoja