Sem acordo, greve da Caixa chega ao 15º dia de paralisação
A mediação ocorreu a pedido do MPT (Ministério Público do Trabalho), que busca uma solução para o impasse envolvendo a renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho).
Sindicato reúne trabalhadores
Enquanto os próximos passos da greve nacional seguem indefinidos, o SEEBCG (Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região) realiza, nesta quinta-feira (24), um café da manhã com empregados e empregadas da Caixa.
O encontro ocorre na sede do sindicato e tem como objetivo discutir os próximos passos do movimento grevista e alinhar estratégias para a mobilização.
Três propostas rejeitadas
A paralisação foi mantida após os empregados rejeitarem, em assembleias realizadas na segunda-feira (21) pelos sindicatos de bancários de todo o país, a terceira proposta apresentada pela Caixa. Em Mato Grosso do Sul, 52,95% dos trabalhadores votaram contra a nova proposta.
Entre os pontos apresentados pelo banco estava uma mudança na forma de contribuição do Saúde Caixa. A partir de 2027, a proposta previa contribuição de 3,7% da remuneração-base para o titular. Para dependentes diretos, a mensalidade seria de R$ 560. Já para dependentes indiretos, os valores seriam de R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e de R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.
A terceira proposta também alterava regras do programa de remuneração variável Super Caixa. Para o segundo semestre de 2026, a premiação inicial por habilitação passaria de 25% para 50%.
No PFG (Plano de Funções Gratificadas), a Caixa se comprometeu a criar espaços de discussão com os empregados, incluindo um grupo paritário para tratar do plano.
