A colheita do milho 2ª safra já alcançou 87,2% das lavouras de Mato Grosso do Sul
A colheita do milho 2ª safra já alcançou 87,2% das lavouras de Mato Grosso do Sul, segundo levantamento semanal da Aprosoja/MS. Até 28 de agosto, foram colhidos 1,92 milhão de hectares, de um total de 2,206 milhões plantados. Apesar do avanço, cerca de 300 mil hectares ainda precisam ser colhidos, principalmente na região centro-sul.
A entidade mantém atenção aos possíveis impactos dos vendavais registrados recentemente, especialmente nas principais regiões produtoras, como Maracaju, Dourados, Sidrolândia, Ponta Porã e Rio Brilhante. Até o momento, não foram identificados prejuízos nas lavouras. Segundo Gabriel Balta, os ventos podem provocar acamamento das plantas, dificultando e tornando mais lenta a colheita, embora os efeitos sobre a produtividade sejam limitados após a formação das espigas.
A colheita está mais avançada na região norte, com 98,8% da área concluída, seguida pela região centro, com 86,3%, e pela região sul, com 85,6%. O ritmo está 3,6 pontos percentuais abaixo do registrado na segunda safra anterior. A produtividade média estimada é de 84,2 sacas por hectare, com produção estadual projetada em 11,139 milhões de toneladas. Os resultados preliminares seguem positivos, com produtividades variando de 40 a 192 sacas por hectare.
Outro ponto de atenção é o escoamento da produção, devido à saturação de silos de cerealistas e cooperativas em algumas regiões, provocando filas para descarga. A Aprosoja/MS recomenda que os produtores reforcem o planejamento logístico, principalmente porque a colheita do milho ocorre simultaneamente às operações de preparação das áreas para a próxima safra de soja.
Com a segunda safra de milho chegando ao fim, os produtores já concentram esforços na soja 2026/2027, aproveitando a umidade residual do solo e chuvas isoladas para realizar dessecação, correção e adubação. O controle antecipado de plantas daninhas, especialmente a buva, é considerado fundamental. Para os próximos meses, o boletim aponta predominância de El Niño forte a muito forte, com expectativa de temperaturas acima da média e maior frequência de ondas de calor, sobretudo entre a primavera e o início do verão.
Redação
