Conforme o ministro, foram identificadas 42 reações severas em pessoas que receberam a vacina. Houve, ainda, três mortes entre os casos registrados, porém não há confirmação da relação direta da aplicação da vacina com os óbitos. De acordo com a determinação do Ministério da Saúde, a suspensão ficará vigente até que ocorram todas as investigações.
Em nota, a Secretaria informou que, até o momento, não recebeu orientação oficial, mas irá adotar as medidas impostas pelo Ministério. Confira abaixo a nota encaminhada à imprensa:
“A SES (Secretaria de Estado de Saúde) informa que, até o momento, não recebeu orientação oficial do Ministério da Saúde sobre eventual suspensão da vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan. A SES segue as diretrizes do Ministério da Saúde e adotará as medidas que vierem a ser oficialmente recomendadas pela pasta.”
Epicentro da chikungunya
Considerado o epicentro da chikungunya no país, Mato Grosso do Sul concentra 61,1% das 36 mortes registradas nacionalmente em 2026. O Estado também acumula 12.864 notificações da doença. A vacina contra dengue passou a ser aplicada em MS após a alta incidência de casos.
Dourados chega a 14 mortes
Somente Dourados responde por 38,9% dos óbitos do Brasil e por 63,6% das mortes registradas em território sul-mato-grossense. Neste ano, o município contabilizou 9.333 notificações de chikungunya. Desse total, 4.951 casos são considerados prováveis, 4.545 foram confirmados, 406 seguem em investigação e 4.382 foram descartados, conforme o boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira.
Atualmente, 29 pacientes permanecem internados com suspeita ou confirmação da doença. A taxa de positividade dos exames é de 50%, indicando que metade das pessoas testadas com sintomas teve diagnóstico confirmado de chikungunya.
Dos 14 óbitos registrados em Dourados, dez ocorreram entre indígenas. Entre as vítimas estão três bebês — de 48 dias, um mês e três meses de idade —, uma criança de 12 anos e dez adultos, em sua maioria idosos, com idades entre 29 e 82 anos.
A Prefeitura de Dourados, por sua vez, optou por não falar sobre a decisão do Ministério da Saúde, conforme nota divulgada pela assessoria de imprensa.
(Arquivo, Midiamax)
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