Encontro debate competitividade entre cana, soja e milho

– A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na terça (21), a live “Competitividade no Campo: cana-de-açúcar x soja/milho”.

O encontro foi moderado pelo coordenador de Produção Agrícola da CNA, Maciel Silva, e contou com a participação do gestor de Projetos do Pecege, Haroldo Torres, e do pesquisador da área de Custos Agrícolas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), Mauro Osaki.

Segundo Maciel Silva, a alta dos preços de grãos nas últimas safras tem despertado o interesse de produtores de outras atividades, incluindo os de cana-de-açúcar. Apesar do cenário positivo para o setor sucroenergético, com os derivados de cana-de-açúcar – como etanol e açúcar – em demanda crescente e preços atrativos, a cultura vem registrando queda na área plantada desde a safra 2017/2018.

Enquanto isso, a área de cultivo de soja vem aumentando a taxas crescentes neste mesmo período, com um crescimento médio, nas últimas safras, de 4% ao ano. Na safra 2021/2022, a área estimada chegou a quase 41 milhões de hectares.

“O cenário de alteração de área, obviamente, pode sofrer a influência de diversos fatores, que incluem a inserção de variedades mais produtivas, problemas climáticos e até mesmo a própria mudança de atividade. Mas pode ser um indicativo da atratividade dos preços dos grãos e, principalmente, de uma demanda crescente e da presença de mercados já consolidados”, afirmou ele.

Conforme o coordenador de Produção Agrícola da CNA, mais de 90% da área com cana-de-açúcar no Brasil ocorre de forma mecanizada e em condições topográficas que podem ser favoráveis ao cultivo de grãos. “Por esse motivo é importante debater o comportamento de custos e preços da cana-de-açúcar, bem como da sucessão soja/milho e fornecer subsídios para os produtores rurais avaliarem comparativamente o desempenho dessas culturas e terem subsídios para a tomada de decisão”, disse.

Haroldo Torres falou sobre o comportamento de custos e preços da cana-de-açúcar nas últimas safras e ressaltou a mudança do cenário de “complementariedade” para “competição” entre as atividades.

Mauro Osaki avaliou as margens e a rentabilidade dos produtores de soja e milho e apontou os maiores desafios gerenciais de ambas culturas. Ele também destacou os reflexos da valorização dos grãos no arrendamento de terras atualmente.

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