PF prende 9 em ação contra grupo que movimentou R$ 500 milhões do tráfico; confira os nomes

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. (Reprodução, PF)

Durante a Operação Ifrit deflagrada na manhã desta quarta-feira (4), nove pessoas foram presas em Mato Grosso do Sul. Entre os alvos presos, está o delegado de Polícia Civil Hoffman D’Ávila Candido e Sousa, encarcerado desde setembro, quando foi deflagrada a Operação Infiltrados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Conforme a Polícia Federal, responsável pelas investigações da Operação Ifrit, a organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a grupos criminosos atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã,  e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, inclusive com ramificação em outros estados brasileiros.

Pela manhã, os agentes foram às ruas para cumprir 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária, além de outras três medidas de monitoração eletrônica e do afastamento de três policiais civis de suas funções públicas. Entretanto, em MS, foi realizada a prisão de nove pessoas e uma em flagrante, conforme a Polícia Federal.

Confira o nome dos presos em MS:

  • Adel Hassan Haidar;
  • Maroan Fernandes Haidar Ahmed;
  • Adule Vásques Haidar;
  • Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa;
  • Mamede Alhaj Haidar;
  • Fahd Haidar;
  • Renan Braian Garcia Presotto;
  • Bruno Banega;
  • Brendo Banega Pereira.

Em Campo Grande, policiais federais apreenderam um Mustang que pertence ao policial civil Douglas Tobias. O veículo de luxo estava em um condomínio de alto padrão na Capital.

Inclusive, Douglas foi denunciado pelo Gaeco após também ser alvo, junto de Hoffman, da Operação Infiltrados, que investiga o desvio de drogas apreendidas pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

Veículos apreendidos durante a operação. (Reprodução, PF)

Grupo criminoso é alvo de operação em 7 estados

A Operação Ifrit cumpre 76 mandados judiciais, sendo 25 deles de prisão, e é realizada em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Três policiais civis foram afastados das funções.

O grupo de traficantes usava Mato Grosso do Sul como porta de entrada para o mercado clandestino de armas e drogas, utilizando um sofisticado esquema para lavar cerca de R$ 500 milhões em dinheiro do crime, que foram movimentados em dois anos.

A PF investiga a atuação da organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de policiais civis e militares e um PRF.

O grupo é investigado pelos crimes de tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e delitos violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. Eles usavam armas, estruturas de apoio e carros blindados para exercer o controle territorial e intimidar rivais.

As investigações revelaram que o grupo atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, com ramificações em outros estados. As drogas e as armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo as redes de distribuição no Brasil e as rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal.

 

Diante do mandado contra o delegado Hoffman na Capital, o Jornal Midiamax acionou a defesa, representada pelos advogados José Roberto Rodrigues da Rosa, João Pedro da Silva Fialho, Lucas de Nobrega Fuzinatto e Jakson Gomes Yamashita, que, em nota, disse:

“O Delegado Hoffman já se encontrava submetido a custódia cautelar em razão de outro procedimento e, após o cumprimento da nova ordem judicial, foi encaminhado à unidade prisional competente.

Até o presente momento, a Defesa não obteve acesso integral aos autos, à decisão que fundamentou a nova prisão preventiva, tampouco ao conjunto de elementos probatórios que embasaram as medidas cumpridas nesta operação.

 

Por essa razão, qualquer manifestação sobre o mérito das novas imputações seria prematura e incompatível com o exercício responsável da defesa técnica.

Assim que for franqueado acesso integral ao procedimento, a Defesa realizará a análise jurídica e probatória do caso e adotará todas as medidas processuais cabíveis, assegurando ao Delegado Hoffman o pleno exercício do contraditório, da ampla defesa e das demais garantias constitucionais.

A Defesa reitera que prisões cautelares e medidas investigativas não representam juízo definitivo de responsabilidade penal, devendo os fatos ser examinados no devido processo legal e à luz das provas efetivamente produzidas.”

Já a defesa do Fahd Haidar informou que neste momento não irá se manifestar, uma vez, que ainda não tiveram acesso aos autos. O espaço segue aberto para futuros posicionamentos.

A reportagem também acionou a Polícia Civil e a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul acerca dos mandados contra os servidores. A PMMS esclareceu que não teve policiais militares presos durante a operação e ressaltou que “sua atuação pelos princípios da legalidade, da ética e da responsabilidade institucional, reafirmando seu compromisso com o cumprimento da legislação e com os valores que norteiam a atividade policial militar.”

Midiamax