Mato Grosso do Sul já registra quase 7,8 mil golpes de estelionato em 2026
Dourados soma 1.010 ocorrências; falso advogado e falso gerente de banco estão entre as fraudes que exigem atenção redobrada
Mato Grosso do Sul contabiliza 7.788 registros de estelionato entre janeiro e setembro deste ano, segundo a estatística da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O número já corresponde a 61,7% dos 12.623 casos registrados durante todo o ano de 2025.
Campo Grande lidera as notificações no Estado, com 1.814 ocorrências. Dourados aparece em seguida, com 1.010 casos, o que reforça o alerta para os golpes aplicados por telefone, aplicativos de mensagens e redes sociais.
Entre os municípios com maior número de registros estão Ponta Porã, com 390 casos; Naviraí, com 199; Maracaju, com 160; Três Lagoas, com 149; Fátima do Sul, com 85; Caarapó, com 79; e Itaporã, com 64 ocorrências.
Um dos golpes mais frequentes é o do falso advogado. Criminosos se passam por profissionais da área, usam fotos e nomes reais retirados das redes sociais e afirmam que a vítima tem valores para receber em processos judiciais. Em seguida, exigem depósitos, transferências via Pix ou dados bancários para supostamente liberar o dinheiro.
Também preocupa o golpe do falso gerente de banco. Os golpistas ligam ou enviam mensagens dizendo que há movimentações suspeitas na conta e solicitam senhas, códigos enviados por SMS, números de cartões ou transferências para uma suposta conta segura. Bancos não pedem senhas, códigos de confirmação ou transferências por telefone ou mensagens.
A orientação é encerrar a conversa diante de qualquer abordagem suspeita e procurar diretamente o advogado, escritório, banco ou familiar citado pelos criminosos, utilizando canais oficiais. Nenhum pagamento deve ser feito sem confirmação presencial ou por meio de contato já conhecido.
Quem for vítima deve reunir prints, números de telefone, comprovantes e demais informações, registrar boletim de ocorrência e comunicar imediatamente a instituição financeira para tentar bloquear transferências.
Fonte: Dourados Agora
