Milho e trigo aceleram colheita em MS, mas brusone provoca perdas no trigo

Milho-colheita

A colheita do milho segunda safra ganhou ritmo em Mato Grosso do Sul na segunda quinzena de agosto, após as chuvas registradas no início do mês retardarem a secagem natural dos grãos. Segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola da Conab, o período mais seco favoreceu a retomada das operações, e as produtividades observadas no Estado estão superando as estimativas iniciais, embora ainda fiquem um pouco abaixo das registradas na safra anterior.

No algodão, a colheita está praticamente encerrada nas regiões Norte e Nordeste de Mato Grosso do Sul, onde já ocorre a destruição das soqueiras. Na região central, as operações ainda estavam em andamento entre 1º e 24 de agosto. O clima predominantemente seco também contribuiu para a qualidade da fibra e para condições mais adequadas de maturação e retirada do produto do campo.

O trigo é o principal ponto de atenção no Estado. A colheita avançou em ritmo acelerado e a maior parte das lavouras já havia sido retirada do campo no período analisado. Apesar disso, a Conab registrou perdas provocadas pela alta incidência de brusone, principalmente nas regiões Sul e de fronteira, enquanto materiais mais tolerantes à doença apresentaram resultados satisfatórios.

As chuvas ocorreram de forma esparsa em Mato Grosso do Sul e tiveram impactos diferentes conforme o estágio das lavouras. Nas áreas de trigo ainda em enchimento de grãos, a umidade foi suficiente para manter o desenvolvimento, sem prejudicar a maturação e a colheita das áreas mais adiantadas. De forma geral, o tempo seco no Centro-Oeste favoreceu a secagem do milho e a qualidade do algodão.

No cenário nacional, os maiores volumes de chuva entre 1º e 24 de agosto ficaram concentrados no noroeste da Região Norte, litoral leste do Nordeste e Região Sul. Nas demais áreas, predominou o tempo seco, considerado favorável à maturação e à colheita do algodão e do milho segunda safra. No Sul, porém, o excesso de umidade e os períodos de céu nublado provocaram preocupação pontual nas lavouras de inverno e favoreceram o desenvolvimento de doenças, especialmente no Rio Grande do Sul.

Redação