Chikungunya passa de 10 mil casos e volta a subir 66%em MS.

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Com 30 mortes confirmadas e uma em investigação, Mato Grosso do Sul chega a 10.041 casos de chikungunya em 2026. O Estado voltou à tendência de alta da doença na última semana, após a epidemia do início do ano, com 66% mais suspeitas do que no mesmo período de 2025.

Boletim epidemiológico divulgado pela SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul) revela, ainda, que 2,6 mil casos prováveis aguardam resultado de exame para possível confirmação. Ou seja, são 12.663 casos prováveis. No Estado, 114 gestantes foram acometidas pelo vírus.

Os casos prováveis de chikungunya dispararam de 2,7 mil em 2024 para 14,1 mil no ano seguinte. Agora, já são 12,6 mil registros em 2026. Ou seja, em sete meses e meio o Estado já alcança 89,5% do registrado em todo o ano passado.

Alta semanal

Neste ano, o pico de casos ocorreu no mês de abril, seguido por quedas sucessivas. No entanto, na última semana (de 9 a 15 de agosto), os registros de 2026 voltaram a ficar acima do registrado no mesmo período do ano passado, em 66%. A SES informa que foram 107 casos prováveis na 32ª semana de 2025 e 178 neste ano.

Vale lembrar que infectologistas alertam que esses dados semanais não estão consolidados e devem subir ainda mais nas próximas duas semanas. O clima mais frio pode ajudar a barrar a transmissão do vírus chikungunya, mas altas temperaturas e chuva podem facilitar a replicação do mosquito Aedes Aegypti.

Risco em Sidrolândia

Nos últimos 14 dias apenas Sidrolândia registra alta no número de casos a cada 100 mil habitantes. O município tem 194 casos prováveis de chikungunya em 2026, mas 74 foram registrados nos primeiros 15 dias de agosto.

Dessa forma, a incidência de chikungunya é considerada média em Sidrolândia, com 157,1 casos a cada 100 mil habitantes na primeira quinzena deste mês.

Além de Sidrolândia, Douradina, Amambai, Batayporã, Angélica, Ladário, Maracaju, Rio Verde de Mato Grosso, Bonito, Jardim, Dourados e Chapadão do Sul confirmaram casos de chikungunya nas primeiras duas semanas de agosto.

 

Em todo o ano de 2026, apenas Alcinópolis, Aparecida do Taboado e Japorã não registraram casos prováveis de chikungunya. Campo Grande tem 53 casos, com incidência de 5,9.

30 mortes em MS

Mato Grosso do Sul confirmou 30 mortes por chikungunya em 2026 e 17 no ano anterior, que já tinha batido o recorde da série histórica. Pessoas com outras doenças e em extremos de idade são o principal grupo de risco.

Dourados concentra 18 mortes, o que é equivalente a 60% do total do Estado. Os moradores da Reserva Indígena de Dourados são as principais vítimas e foram atingidos primeiro pela onda de casos e mortes neste ano. A falta de água e de informação expôs indígenas à epidemia da doença.

 

Também houve duas mortes em Bonito, Jardim e Ponta Porã, além de uma em Corumbá, Douradina, Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna, Itaporã e Nioaque. Outro óbito é investigado, mas a SES-MS não divulga informações enquanto não há confirmação laboratorial.

As vítimas tinham entre um mês e 94 anos, sendo 20 homens e dez mulheres. Entre as comorbidades relatadas estão hipertensão, diabetes, câncer, cardiopatia e doença renal crônica, mas cinco dos pacientes não tinham condições preexistentes informadas nem estavam em extremos de idade.

(Foto: João Vitor Moura, MS)

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