Chuva volta na quarta-feira e deve superar a média em agosto sob influência do El Niño
Mais uma vez, as instabilidades iniciam na Região Sul do Brasil antes de chegarem a Mato Grosso do Sul. Entre esta segunda (3) e terça-feira (4) apenas o extremo sul do Estado pode registar chuva, conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
A partir de quarta-feira (5), uma parte mais ampla de Mato Grosso do Sul será impactada pelas instabilidades, principalmente entre o fim da manhã e o início da tarde, segundo o portal Meteored. As regiões sul e centro de MS, inclusive Campo Grande, têm previsão de chuva neste período.
A precipitação atinge também a porção central, o norte e o leste do Estado entre a tarde e a noite de quarta (5), informa o Meteored.
Os próximos dias seguem com instabilidades e aumenta o risco de chuva forte e tempestades em Mato Grosso do Sul. O alerta se concentra entre a tarde e a noite de quinta-feira (6) no sul do Estado e avança para a região central na sexta-feira (7).
Chuvas acima da média
Um dos meses mais secos na Região Centro-Oeste, agosto deve registrar chuvas acima da média em Mato Grosso do Sul. Apesar da precipitação, o nível de umidade relativa do ar deve ficar em torno de 20%, abaixo do ideal.
Duas frentes frias — uma na primeira semana de agosto e outra no fim do mês — podem causar chuva acima da média em todo o Mato Grosso do Sul neste mês, informa a Climatempo.
Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), a média histórica de chuvas por município em agosto varia entre 15,5 milímetros e 71,2 milímetros.
El Niño
As águas do Oceano Pacífico já estão em processo de aquecimento, o que indica fortalecimento do fenômeno El Niño, que deve chegar à intensidade máxima a partir de setembro.
O temporal da última quinta-feira (30) pode ter sido o primeiro sinal do El Niño em Campo Grande. Outros estados do Brasil também registraram chuva forte e estragos, principalmente na Região Sul. A Climatempo afirma que a influência do fenômeno será sentida em agosto.
Em Mato Grosso do Sul, os efeitos variam de um ano para outro e dependem da interação com outros fatores atmosféricos e oceânicos. Caso ocorram chuvas acima da média, pode aumentar o risco de alagamentos. Por outro lado, o predomínio de calor intenso, sem chuvas consistentes, pode criar condições favoráveis aos incêndios florestais.
Entre 2001 e 2024, Mato Grosso do Sul registrou El Niño em 15 anos. Desses, nove tiveram chuva acima da média e outros seis registraram precipitação abaixo da média histórica, que é de 977 milímetros anuais. Com relação à temperatura, oito anos de El Niño ficam acima da média de 24,87°C e sete, abaixo.
Ou seja, o fenômeno El Niño favorece altas temperaturas e chuvas acima da média, mas outras tendências climáticas podem causar efeito reverso, fazendo com que o impacto do El Niño seja menor.
