Comércio em MS teve o 7º melhor salário médio do Brasil
O salário médio dos funcionários de empresas comerciais de Mato Grosso do Sul foi o 7º maior do Brasil em 2024. Conforme a PAC (Pesquisa Anual de Comércio) 2024, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), MS teve salário médio de 1,8 salário mínimo, o equivalente a R$ 2.541,60 na época.
Apesar disso, o salário ficou abaixo da média nacional, com remuneração de 1,9 salário mínimo. O maior rendimento médio foi registrado no Estado de São Paulo, com 2,3 salários mínimos, cerca de R$ 3,2 mil. Em Mato Grosso do Sul, o segmento com maior remuneração média foi o atacado, com 2,7 salários mínimos, seguido pelo comércio de veículos automotores e motocicletas (2,0 s.m.) e pelo comércio varejista (1,6 s.m.).
Em 2024, ano em que foi realizada a pesquisa, o estado sul-mato-grossense tinha 24.310 comércios e grupos em atividade. Desses, 16.624 eram comércios varejistas, 4.208 do comércio por atacado e 3.298 do comércio de veículos automotores e motocicletas. Assim, o Estado ocupou a 16ª posição no ranking nacional de mais lojas em atividade.
As empresas comerciais empregaram, em 2024, 148.272 pessoas em Mato Grosso do Sul. A grande maioria atuava no comércio varejista, com 70,3% dos trabalhadores, enquanto o comércio por atacado (17,2%) e de veículos automotores e motocicletas (12,47%) concentraram menos de um terço dos empregados.
Apesar disso, MS teve o 4º maior percentual de trabalhadores no último segmento, distante menos de um ponto percentual de Mato Grosso, com 13,28% dos empregados no comércio de veículos automotores e motocicletas, que liderou o ranking.
Durante 2024, os empregados receberam cerca de R$ 5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações em Mato Grosso do Sul. O comércio varejista novamente liderou a tabela, com mais de 60% de participação, à frente do comércio por atacado (25%) e do comércio de veículos automotores e motocicletas (13,8%).

Em comparação ao número total do Brasil, de R$ 369,2 bilhões, MS teve participação de 1,34%, ocupando o 15º lugar. O top 3 foi composto por São Paulo, com quase 36% de participação; Minas Gerais, com pouco mais de 9%; e Paraná, com 7,8%.
Apesar do comércio varejista empregar mais, foi o comércio por atacado que liderou o faturamento em MS. Dos R$ 149 bilhões de receita bruta gerada, R$ 76,8 bilhões (51,6%) vieram do segmento. O montante restante foi proveniente do comércio varejista (40,1%) e do comércio de veículos automotores e motocicletas (8,3%).
Os valores fizeram com que MS passasse de uma participação de 15,3% na receita bruta do Centro-Oeste em 2014, para uma participação de 16,0% em 2024, com um aumento de 1,1 p.p. Já no ranking entre as unidades federativas, Mato Grosso do Sul ficou na 15ª posição, com 1,78% de participação no valor nacional.
(Revisão: Dáfini Lisboa)
Fonte: Midiamax | Jornal de Campo Grande e Mato Grosso do Sul
