Ao ser questionada se a indicação do ex-deputado estadual poderia fragmentar o grupo político conservador no estado, a parlamentar do PP foi enfática ao transferir a responsabilidade da escolha para a sigla parceira.
Critério das pesquisas
Apesar de se esquivar de avaliar a condução da legenda vizinha, a senadora analisa que a decisão do PL respeitou os critérios que haviam sido combinados previamente pelos integrantes da coalizão para a definição das vagas majoritárias
“Tinha, lá atrás, um combinado — eu acho, pelo que eu tenho lido, e eu sei que era assim que o combinado estava posto — era a pesquisa, né? Tinham dois ótimos nomes, mas a pesquisa mostrou que o Capitão Contar hoje, pelo menos a pesquisa, é o mais viável”, ponderou a senadora do PP.
Tereza Cristina destacou que a definição era necessária devido à proximidade dos prazos no calendário eleitoral.
“Então isso é posto; tem que se decidir porque as convenções estão aí. Então é uma decisão do PL, né? Eu, do PP, tenho que olhar e concordar”, concluiu.
No vídeo divulgado na quarta-feira (01), Valdemar da Costa Neto garantiu respaldo da Executiva Nacional para a candidatura de Contar. “Vai ter nosso apoio, tem apoio de todo o partido. Nós estamos juntos”, declarou Valdemar.
A confirmação da pré-candidatura ocorre após o próprio Capitão Contar revelar que o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, telefonou para ele em 10 de junho para antecipar os números de levantamentos internos encomendados pelos diretórios do PL.
Segundo o militar da reserva, as pesquisas testaram os cenários locais e apontaram seu nome como o mais favorável para disputar uma das duas cadeiras que estarão em jogo para o Senado Federal por Mato Grosso do Sul neste ano — pleito no qual o Legislativo renovará dois terços de sua composição.
Capitão Contar, que obteve o segundo lugar na disputa pelo Governo do Estado em 2022 pelo PRTB, migrou para o PL em dezembro de 2025 já sob a promessa de Valdemar Costa Neto de que seria o nome do partido para a corrida ao Congresso Nacional.
A primeira vaga do partido foi garantida ao ex-governador Reinaldo Azambuja, que deixou o comando do PSDB para assumir a chefia do PL em Mato Grosso do Sul.
Assim, o desenho da estratégia bolsonarista para a base no Senado afasta condições para Marcos Pollon, que foi mencionado em carta de Jair Bolsonaro como seu candidato. O texto, escrito ao próprio punho dentro da prisão, foi ignorado pela legenda, determinando, assim, que a definição ficasse sob o crivo das pesquisas eleitorais.
(Foto: Arquivo)
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