Sem aumento, partidos de MS aguardam divisão do Fundo Eleitoral.

A menos de 20 dias para o início do período das convenções que irão ratificar os candidatos para a disputa deste ano, os partidos de Mato Grosso do Sul ainda não sabem quanto vão receber dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral. De acordo com a distribuição divulgada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no último mês, o PL (Partido Liberal) e o PT (Partido dos Trabalhadores) receberão as maiores fatias do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

À reportagem, os dirigentes estaduais afirmaram que estão em tratativas com os diretórios nacionais. O ex-governador e presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja (PL), afirmou que a definição do repasse estadual deve ser feita até o dia 15 de julho. “Eles pediram para nós encaminharmos uma previsibilidade, nós mandamos para a Executiva Nacional”, disse.

O PL vai receber R$ 881 milhões e será a legenda com a maior fatia do fundo. Segundo Reinaldo, o diretório estadual pediu entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões para a campanha de dois senadores e as chapas de deputado estadual e federal. O valor representa menos de 5% do Fundo Eleitoral do partido este ano.

Sem aumento, partidos de MS aguardam divisão do Fundo Eleitoral
Ex-governador e presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja (PL), durante entrega de viaturas nesta semana (Foto: Osmar Veiga)
Já a discussão sobre os critérios do repasse aos estados do PT vai acontecer neste fim de semana. Ao Campo Grande News, o deputado federal e presidente estadual da legenda explicou que a definição irá passar pelos cargos em disputa, priorizando as campanhas para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Outro critério que deve ser adotado é em relação ao perfil das candidaturas. “Se já tem mandato, quem tem intensidade, além das cotas para mulheres, negros e indígenas”, detalhou.

O PT receberá o segundo maior repasse, no valor de R$ 615 milhões, de acordo com o TSE. Vander ainda criticou a decisão do TSE de manter os limites de gastos de campanha das Eleições Gerais de 2026 nos mesmos patamares aplicados no pleito de 2022. “Não vai ter a correção da inflação, ou seja, vai ter menos recurso. Em Mato Grosso do Sul, o PT terá candidatura ao governo, ao Senado e chapas para deputado federal e estadual.”

Também não há definição do repasse estadual para o PSD. O senador e presidente estadual da legenda, Nelsinho Trad (PSD), afirmou que a Executiva Nacional iniciou as tratativas. “Está sendo feito o cadastramento, nós já fomos estimulados por eles, respondemos as perguntas para eles poderem dizer o que vai ser destinado”, disse.

Sem aumento, partidos de MS aguardam divisão do Fundo Eleitoral
Senador e presidente estadual da PSD, Nelsinho Trad (Foto: Divulgação)
O partido terá a quarta maior fatia do Fundo Eleitoral, no valor de R$ 421 milhões. O repasse sul-mato-grossense será investido 100% na campanha de reeleição de Nelsinho, já que o partido não terá chapa para deputado federal e estadual.

A discussão para o repasse estadual do Republicanos acontece nesta semana. O deputado federal e presidente estadual da sigla, Beto Pereira (Republicanos) afirmou que se reuniria com o Diretório Nacional, que terá à disposição R$ 348 milhões. “Ainda não há nenhuma discussão a nível de estado. Eu estou indo até Brasília para, de alguma forma, tentar saber quando que eu vou marcar uma conversa com eles”, adiantou.

Sem aumento, partidos de MS aguardam divisão do Fundo Eleitoral
Deputado federal e presidente estadual do Republicanos, Beto Pereira, durante entrega de viaturas no Comando Geral da Polícia Militar (Foto: Osmar Veiga)
Segundo ele, a verba sul-mato-grossense será usada para financiar a campanha do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que deve continuar na chapa do governador Eduardo Riedel (PP). O Republicanos ainda terá chapa para deputado federal e estadual.

A situação no ninho tucano é mais complicada. O partido iniciou o ano com três deputados federais e perdeu toda a bancada durante a janela partidária. O deputado estadual e presidente do diretório sul-mato-grossense, Pedro Caravina (PSDB), explica que a divisão dependerá de definições nacionais e promessas feitas no ano passado.

“O partido vai ter candidato a presidente ou não, onde o partido vai lançar governador. Então eles vão fazer esse contexto de distribuição. Lógico que pesa muito a questão dos federais, porque é o que dita o Fundo Eleitoral. Então Mato Grosso do Sul tem essa questão de não ter nenhum federal com mandato. Existe o compromisso do Aécio em colaborar junto com a chapa majoritária e de ajudar as chapas do PSDB, tanto estadual como federal, mas não tem nada definido”, disse Caravina.

A reportagem tentou contato com o diretório estadual do PP, União Brasil e MDB, mas, até a publicação da reportagem, não teve retorno.

(Foto: Osmar Veiga)

Campo Grande News

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