Maracaju: Homem vai a hospital perturba o local ameaças funcionários e vai parar na delegacia
Na madrugada desta quarta-feira (01), por volta das 05h17min, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atendimento de uma ocorrência de perturbação do trabalho nas dependências do Hospital Soriano Corrêa, localizado na Rua Dracena, em Maracaju.
Conforme relato inicial da solicitante, mulher de 42 anos, funcionária que realizava atendimento na recepção da unidade hospitalar, um homem não identificado adentrou o local apresentando comportamento extremamente agressivo, descontrolado e alterado, passando a intimidar funcionários e causar temor entre pacientes que aguardavam atendimento médico naquele momento.
Segundo informações prestadas no local, o indivíduo chegou à recepção em estado de grande agitação, demonstrando comportamento hostil e pronunciando frases desconexas, afirmando repetidamente que estaria no hospital para “buscar o filho que mataram no hospital”, sem, contudo, apresentar qualquer explicação lógica ou dados que justificassem sua presença.
Ao chegarem ao hospital, os policiais militares localizaram o homem sentado nas proximidades da recepção. Durante a tentativa inicial de diálogo, foi possível constatar que o indivíduo permanecia exaltado, resistente às orientações repassadas e continuava causando perturbação ao regular funcionamento da unidade de saúde, comprometendo o ambiente de tranquilidade necessário ao atendimento hospitalar.
Diante da situação, a equipe policial orientou o homem a retirar-se do interior da unidade hospitalar, momento em que ele reagiu de forma hostil, afirmando em tom desafiador: “Você não tem autoridade para me falar isso”.
Na sequência, ignorando a determinação policial, o indivíduo levantou-se repentinamente e deslocou-se em direção à área interna de atendimento médico, local restrito e de acesso controlado, gerando risco concreto à integridade física de funcionários, pacientes e demais pessoas presentes.
Em razão do comportamento agressivo e visando impedir possível agravamento da situação, os policiais realizaram a contenção física utilizando uso moderado e proporcional da força, conforme protocolos técnicos operacionais. Durante o procedimento de imobilização, o homem caiu ao solo, sofrendo leve sangramento nasal e pequenas escoriações superficiais na face, sem constatação inicial de lesões graves.
Posteriormente, foi necessária a utilização de algemas, medida adotada em razão do estado de agressividade apresentado e do risco evidente de resistência à intervenção policial. Durante toda a ação, ao ser questionado sobre sua identificação pessoal, o conduzido recusou-se a fornecer seus dados corretos, respondendo apenas com palavras desconexas, dizendo unicamente a expressão “sogra de gêmeos”.
Na Delegacia de Polícia Civil de Maracaju, o indivíduo informou verbalmente um nome. Entretanto, até o encerramento da ocorrência, não foi possível confirmar sua real identidade, tendo em vista que os dados apresentados geraram diversos registros de homônimos nos sistemas oficiais, impossibilitando a identificação imediata e segura.
Importante destacar que, embora o conduzido apresentasse indícios de possível transtorno psiquiátrico ou alteração mental aparente, a atuação da Polícia Militar segue rigorosamente os parâmetros legais vigentes. Nessas circunstâncias, sempre que uma pessoa pratica conduta que configure possível infração penal, perturbação da ordem pública ou situação que coloque terceiros em risco, a intervenção policial torna-se necessária para cessar o fato, preservar a segurança coletiva e formalizar os procedimentos legais cabíveis.
Eventual condição de inimputabilidade penal, decorrente de transtorno mental ou incapacidade psíquica, não pode ser presumida no momento da ocorrência pela equipe policial. Tal análise depende de avaliação técnica posterior, perícia especializada e manifestação das autoridades competentes, que posteriormente definirão eventual encaminhamento à rede de saúde mental, medidas terapêuticas adequadas ou providências judiciais cabíveis.
A Polícia Militar reforça que sua atuação nestes casos busca, acima de tudo, preservar vidas, garantir a ordem pública, proteger profissionais em serviço e assegurar que toda situação seja encaminhada às autoridades competentes para análise técnica e legal adequada.
15º Batalhão de Polícia Militar de Maracaju-MS
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