Diretor da Escola Judicial do TRT, o desembargador federal Francisco Chagas Lima Filho explicou o que mudaria.
“O que está tentando fazer agora é reduzir a jornada de 44 para 40 horas, ou seja, o trabalhador trabalharia cinco dias e folgaria dois. Tudo tem dois lados, infelizmente. Eu acho que traz de positivo a questão de permitir mais tempo ao trabalhador com a família, com os amigos, e especialmente para se qualificar. Mas, para as empresas, ela traz ônus porque você diminui a jornada sem redução do salário; consequentemente, as empresas vão ter que se adequar, contratando mais pessoas pra poder cumprir suas metas”, avaliou.
“Hoje nós temos uma escala 6×1, que seria seis dias de trabalho por um de descanso, sendo esse um dia de trabalho no sábado, com 4h. Então nós trabalhamos 44h semanais, 8h diárias de segunda a sexta-feira e 4h aos sábados. O projeto diminui para 40h semanais; isso faz com que tenhamos dois dias de descanso semanal remunerados, então é por isso que dizem que essa é uma escala 5×2, cinco dias trabalhados de 8h, totalizando 40h pra que o empregado tenha dois dias de folga”, explicou.
A abertura do evento será precedida pela Audiência Pública das Metas Nacionais, das 8h às 8h45. Na sequência, às 9h, será realizado o painel “Fim da jornada 6×1: reflexões de um advogado empresarial sobre saúde do trabalhador, produtividade e desafios econômicos”, com o advogado Fernando Friolli Pinto e a debatedora Lidiane Vilhagra.
Após o intervalo, às 10h30, a professora doutora Ynes da Silva Félix ministrará a palestra “Tempo de trabalho decente e redução da jornada”.
No período da tarde, das 14h às 17h, acontece o painel “Escala 6×1 – Reflexos Econômicos”, coordenado pela juíza Beatriz Maki Shinzato Capucho. A mesa de exposição e discussão contará com a participação de Robson Del Casale, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de MS), e da procuradora do Trabalho Cândice Gabriela Arósio.
Henrique Arakaki
Midiamax
