Com 7 mortes e três sob investigação, CCZ apela por apoio da população contra chikungunya

Com sete mortes confirmadas e outras três em investigação, a força-tarefa de combate à chikungunya intensificou as ações nesta terça-feira (14) em Dourados, chegando à região do Grande Santa Maria. A mobilização reúne equipes da prefeitura, Governo do Estado e Ministério da Saúde, com avanço previsto para bairros como Canaã I, Pelicano, Monte Sião, Piratininga e Jardim dos Estados, até alcançar o Jardim Carisma.

As estratégias são definidas diariamente pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado para coordenar o enfrentamento da epidemia no município.

Coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Priscila da Silva reforçou o alerta sobre a falta de conscientização da população diante da gravidade da situação.

“Estamos em uma epidemia, mas muitos moradores ainda não se atentaram. Encontramos terrenos com lixo, mato alto e recipientes que acumulam água. Sem a colaboração da população, fica muito mais difícil conter o avanço da doença”, destacou.

No mesmo dia, o COE confirmou a sétima morte por complicações da chikungunya. A vítima, de 77 anos, era moradora da Reserva Indígena — onde estão concentrados todos os óbitos registrados até agora. Outras três mortes seguem sob investigação, sendo duas de moradores da área urbana. Atualmente, 40 pessoas estão internadas em decorrência da doença.

Cenário crítico nos bairros

Durante os mutirões, agentes têm encontrado grande volume de materiais acumulados em quintais e terrenos baldios, além de plantas ornamentais como bromélias e coqueiros, que favorecem o acúmulo de água.

“A fêmea do mosquito deposita ovos em qualquer ambiente úmido. Calhas, ralos e até pequenas quantidades de água já são suficientes para a proliferação”, explicou Priscila.

Segundo a prefeitura, mesmo após ações de limpeza em bairros como Jóquei Clube e Santa Felicidade, moradores voltaram a descartar lixo irregularmente, o que agrava o problema.

Cenário de muito lixo em bairros da cidade

Tecnologia reforça combate

Entre as estratégias adotadas está a instalação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), que ajudam a reduzir a população do mosquito. Apenas na região do Jóquei Clube já foram instaladas 208 unidades.

As armadilhas funcionam atraindo o mosquito, que entra em contato com o larvicida e acaba contaminando outros criadouros, interrompendo o ciclo de reprodução. Estudos indicam que a técnica pode reduzir em mais de 66% a população adulta do vetor.

Até o momento, o município recebeu 605 armadilhas do Ministério da Saúde, que serão distribuídas em áreas prioritárias. A previsão é que, após o Parque do Lago e Novo Horizonte, a instalação avance para o Santa Maria e Jardim Carisma.

A Prefeitura reforça que o enfrentamento à chikungunya depende diretamente da participação da população, com a eliminação de criadouros e manutenção de ambientes limpos.

Dourados News

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