Convidada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Tereza expôs para senadores e representantes do alto escalão do Governo Federal os empecilhos no setor do agronegócio. O ministro da F
“Hoje nós temos um problema grave com os agricultores brasileiros”, disse após a reunião. Então, pontuou que os impactos vão para além dos produtores do Rio Grande do Sul. “Nós temos também outros estados com problemas, temos juros altos, preço baixo das commodities, guerra que está aumentando os custos dos fertilizantes. Temos o problema dos defensivos com a China, que tem bloqueado a entrada”, afirmou.
Encaminhamentos
Com a reunião, Tereza disse que o Congresso e o Governo Federal devem atuar para reduzir os impactos do setor. “Na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), o senador Renan vai ser o relator desse PL, vamos montar um grupo de estudos e ver se a gente consegue fazer algumas adaptações, inclusive do que veio da Câmara”, explicou.
Então, disse que devem “fazer uma proposta mais estruturante que atenda os agricultores de todo o Brasil”. Tereza contou que podem “colocar outros estados, outros segmentos” no projeto que autoriza o uso do Fundo Social do Pré-Sal para financiar produtores rurais afetados por eventos climáticos.
Logo, o assunto vai ser debatido amplamente. Conforme Tereza, o grupo já está em formação. Assim, a senadora disse que poderão votar a matéria na CAE nas próximas semanas e depois seguir para o plenário.
“A conversa foi boa, foi aberta, e agora nós vamos trabalhar em conjunto.”
Retalhos no agro
Para a senadora, a reunião esclareceu a situação do setor no Brasil. “Nós entendemos que não podemos mais tratar o problema da agricultura brasileira como uma colcha de retalhos. Resolvemos um problema aqui, depois resolvemos outro lá”, afirmou.
Portanto, disse que vão apostar no trabalho conjunto para estruturar medidas mitigantes. “Vamos pegar — neste projeto de lei, não — mas nós vamos trabalhar em conjunto tudo que tiver aqui, para que a gente faça medidas estruturantes.”
A senadora por MS apontou que neste ano o agro ainda apresentou resultados positivos. Contudo, os impactos da guerra podem se estender até o próximo ano e afetar a safra seguinte. “A gente teme que no ano que vem a gente possa ter uma redução, em função de tudo que está acontecendo”, disse.
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(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
