Namorado preso por matar subtenente Marlene ligou para advogado logo após disparo
Após o tiro que matou a subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, o namorado Gilberto Jarson, de 50 anos, telefonou para o advogado. O crime aconteceu no início da tarde desta segunda-feira (6), na casa da vítima, no Estrela Dalva, em Campo Grande.

Conforme detalhes da Polícia Militar, um vizinho policial foi o primeiro a chegar ao local do crime. Uma outra vizinha ouviu o tiro e comunicou o policial militar, que então foi até a casa e encontrou Gilberto com as mãos ensanguentadas

Segundo o soldado, ele questionou o suspeito sobre Marlene, mas ele não respondeu. Como o portão estava trancado, solicitou que Gilberto abrisse, mas ele demorou. Por isso, o militar pulou o muro da casa.

 

 

 

 

 

 

Marlene era PM há 37 anos (Reprodução, Redes Sociais)

Gilberto estava falando ao telefone, com a arma na mão direita. Então, o PM ordenou que o namorado de Marlene soltasse a arma, um revólver, e ele o colocou em cima de um baú.

Quando o vizinho entrou na casa, Marlene ainda tinha sinais vitais, então ele acionou socorro via 192, 193 e 190, mas ela não resistiu. Além do policial, outros vizinhos confirmaram que as brigas de casal eram frequentes.

Uma testemunha chegou a dizer que ouvia sempre Gilberto gritando com Marlene e que, em determinada ocasião, ouviu ela gritar por socorro. Após os fatos, as equipes do 9º Batalhão da PMMS foram acionadas e estiveram no local.

Aos policiais, Gilberto deu versões diferentes dos fatos. Em determinado momento, disse que ligou para a polícia após o tiro e mostrou o celular. Então, os militares identificaram também uma chamada para o advogado do suspeito.

Gilberto afirmou que a ligação ocorreu porque tinha provas de que a vítima “manifestava intenção de cometer suicídio”. Afirmou também que não houve discussão ou desentendimento na data dos fatos.

Contradições

Desde a primeira abordagem, feita pelo militar vizinho de Marlene, Gilberto deu versões contraditórias dos fatos. Primeiro, ele disse que buscou Marlene no serviço e, quando chegaram na casa, ele disse que queria terminar o relacionamento e ir embora daquela casa.

Sobre o momento do disparo, o suspeito disse que estava cobrindo uma moto com lona no momento e não percebeu quando a vítima pegou o revólver e atirou. Depois, relatou que não teve briga com a vítima antes dos fatos.

Além do 9º BPM, equipes do Corpo de Bombeiros, Perícia, Choque e Força Tática da 11ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar também foram ao local). Então, ao comandante da 11ª CIPM, Gilberto já deu outra versão do crime.

Ele contou que poderia ter resíduo de pólvora nas mãos porque ao perceber Marlene com a arma, tentou tirar o revólver das mãos dela, quando ocorreu o disparo.

Também sobre o revólver, afirmou que não sabia quando a vítima o adquiriu. Depois, disse que Marlene acautelou a arma há 15 dias, já com intenção de suicídio, mantendo a arma guardada em uma mochila.

A partir das contradições e de lesões que os policiais encontraram no suspeito, que não erram compatíveis com a dinâmica dos fatos, foi feita a prisão em flagrante por feminicídio.

Midiamax

(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

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