J&F transferiu quase R$ 26 milhões para empresa que comprou participação de Toffoli em resort

Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou que a J&F transferiu R$ 25,9 milhões para a PHB Holding, empresa que comprou as cotas do resort Tayayá, no Paraná, pertencentes ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli.

De acordo com o Estadão, a única transferência da empresa que pertence aos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, teria ocorrido entre 5 de fevereiro e 6 de outubro de 2025.

A PHB Holding, do advogado Paulo Humberto Barbosa, comprou, em 21 de fevereiro, a participação acionária da Maridt — empresa dos irmãos do ministro do STF — no resort Tayayá.

O dono da PHB Holding é o advogado Paulo Humberto Barbosa, que já prestou serviços à JBS, empresa dos irmãos Batista.

O ministro Dias Toffoli já teria admitido as vendas das cotas para a PHB, mas o valor da transação não era público. Ao Estadão, o ministro, a J&F e a PHB negaram que os mais de R$ 25 milhões tenham relação com a venda da participação no resort.

O advogado e a empresa afirmaram que o valor se trata de honorários advocatícios. A J&F disse que o grupo não é sócio do resort.

O relatório do Coaf apontou que o pagamento de quase R$ 26 milhões foi uma das maiores transferências bancárias feitas pelo grupo no período de oito meses analisado. O Coaf considerou a transação como atípica, mas o relatório não especifica para quem a PHB Holding transferiu os valores recebidos.

O ministro e a empresa Maridt não são citados no relatório do Coaf. A venda das participações da Maridt no Tayayá à PHB Holding ocorreu em 21 de fevereiro.

O ministro do STF já teria atuado em caso envolvendo a J&F. Uma decisão liminar de Toffoli, em dezembro de 2023, suspendeu o pagamento de uma multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência firmado pela J&F com o Ministério Público Federal, em que foram confessadas diversas irregularidades. A liminar abriu caminho para que a empresa conseguisse uma redução da multa na Justiça Federal de Brasília. O MP recorreu.

(Foto: Rosinei Coutinho/STF)

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