Polícia investiga morte de técnico de TI encontrado com marcas de tiros na cabeça
A Polícia Civil de Jaraguari investiga a morte de Rayan Luiz Gonçalves Souza, de 37 anos, ocorrida no último final de semana. O corpo foi localizado na terça-feira (13), em uma residência situada aos fundos da Agraer, onde a vítima residia sozinha. O caso foi confirmado pela polícia ao Jornal Midiamax neste sábado (17/01).

Conforme a Certidão de Óbito, a causa da morte foi choque hemorrágico provocado por ferimento por arma de fogo. O caso é tratado pelas autoridades como homicídio doloso.

De acordo com o delegado Antenor Batista, responsável pela investigação, a perícia inicial indicou que a morte teria ocorrido entre dois a quatro dias antes da localização do corpo.

Relatos de testemunhas apontam que barulhos semelhantes a estampidos foram ouvidos na sexta-feira (9), mas vizinhos acreditaram tratar-se de fogos de artifício ou “bombinhas”.

Investigação

A equipe policial apreendeu no local seis aparelhos celulares e diversos dispositivos de armazenamento de dados, como HDs e um notebook. O material foi encaminhado para a perícia técnica para auxiliar na elucidação da motivação e autoria do crime.

A vítima trabalhava com Tecnologia da Informação (TI) e mantinha uma rotina considerada isolada no município. Até o momento, não há suspeitos identificados pela polícia.

Mãe está com medo

Familiares de Rayan, que residem em Campo Grande, relataram ao Jornal Midiamax a falta de informações detalhadas sobre as circunstâncias do crime.

Segundo um parente, que preferiu não se identificar, a mãe da vítima teve acesso apenas à Certidão de Óbito para realizar os procedimentos de sepultamento.

“Ela entrou rapidamente na casa e viu rastros de sangue da cozinha para outro cômodo. Não sabemos se ele tentou correr ou se o corpo foi arrastado”, afirmou o familiar.

A família deve ir à Delegacia de Polícia de Jaraguari no próximo dia 20 para solicitar o Boletim de Ocorrência e acompanhar a retirada de pertences pessoais da residência, que era alugada. O clima entre os parentes é de insegurança devido à ausência de informações sobre a dinâmica da morte.

Midiamax

(Foto: Divulgação/Sejusp)

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