Direção provisória do PSDB expira em novembro e racha no ninho tucano de MS continua
A menos de um mês para a Direção Nacional decidir o destino do PSDB em Mato Grosso do Sul, a sigla tucana ainda segue indefinida sobre quem deve assumir a chefia da sigla no Estado, que segue com diretórios provisórios até 30 de novembro.

O deputado federal por MS Geraldo Resende está como atual presidente provisório do diretório tucano em Mato Grosso do Sul, mas outros nomes foram cotados para assumir a direção do partido. Um deles é o do deputado estadual Pedro Caravina.

No entanto, a definição em MS terá de aguardar mudanças no diretório nacional. Isso porque o deputado federal por Minas Gerais Aécio Neves está sendo cogitado para assumir a presidência nacional do PSDB, mas só em dezembro. O atual presidente, Marconi Perillo, pode deixar o cargo para disputar o governo de Goiás em 2026, o que abre espaço para Aécio.

De acordo com Pedro Caravina, a expectativa é que o PSDB tenha um presidente estadual provisório, pelo menos até dezembro.

Geraldo, apesar de anteriormente cogitar deixar a sigla tucana, hoje em dia tem descartado essa possibilidade. Além do atual presidente do diretório, outros nomes estão sendo cotados entre os filiados à sigla tucana. Para o deputado estadual Caravina, o importante é que seja alguém que queira permanecer no PSDB.

“Tem que ser alguém que realmente tenha vontade de ficar no partido. Os deputados federais têm uma certa preferência, pois são eles que definem o fundo eleitoral, mas não adianta deixar deputado que não queira ficar”, disse.

Racha na sigla tucana

Com a saída dos líderes, o PSDB tem ficado enfraquecido em Mato Grosso do Sul. Além disso, agora pode acontecer um ‘racha’ dentro do próprio partido devido à liderança da sigla tucana, que não tem sido aprovada por alguns filiados.

No começo do mês de outubro, um encontro entre vereadores e Geraldo Resende deu o que falar. Parlamentares alegam que podem até desistir da disputa eleitoral de 2026, caso a liderança da sigla tucana não mudar. Outros, que já cogitam deixar a sigla, não se importam muito com o futuro do partido.

O vereador Professor Juari disse que os parlamentares preferem que o líder do PSDB seja o deputado estadual Pedro Caravina, que, por sua vez, deseja assumir a liderança. No entanto, a presidência provisória será comandada pelo deputado federal Geraldo Resende pelo menos até 30 de novembro, para que, em dezembro, o diretório nacional consiga indicar os presidentes dos ninhos tucanos em todo o Brasil.

Casas de Leis

Na Câmara da Capital, dos 29 vereadores, cinco são do PSDB. Além do professor Juari, Victor Rocha, Flávio Cabo Almi, Papy e Silvio Pitu também são integrantes da sigla tucana.

“Os vereadores do PSDB não estão querendo comentar muito, mas nós queremos o Caravina na liderança. Caso o presidente do partido não mude, muitos vereadores que estavam pensando em concorrer às eleições do próximo ano devem desistir. Eu gostaria de disputar como deputado federal, mas, se continuar, eu não vou mais”, disse Juari.

Debandada tucana na Alems

Como também apurado pelo Jornal Midiamax, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, uma debandada do PSDB está prevista para março do próximo ano. A sigla tem a maior bancada na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul): Lia Nogueira, Caravina, Jamilson Name, Paulo Corrêa, Zé Teixeira e Mara Caseiro.

Desses, além de Caravina, há a possibilidade de ficar apenas Lia Nogueira no partido tucano, o qual terá a alternativa de ser mais uma via de apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

Riedel deixou o PSDB e se filiou ao PP um dia após o presidente nacional do ninho tucano, Marconi Perillo, vir a Campo Grande.

(Foto: Nathalia Alcântara)

Midiamax

 

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