Flávio veio de helicóptero graças ao sublime trabalho do Corpo de Bombeiros, que fez um rápido voo noturno, até a região de difícil acesso. Ao chegar na Capital, por volta da meia-noite, recebeu o devido atendimento médico. Ainda agradecendo o milagre e com sotaque corumbaense, conversou com o jornalista Paulo Cruz, que participa de expedições pantaneiras e conhecia a vítima.
‘Foi um milagre’, diz pantaneiro
“Foi um milagre. Foi Deus, tudo foi Deus, porque eu, eu imaginei que eu não ia sair dessa”, inicia. Na ocasião, Flávio e seu companheiro de lida cavalgavam pela Fazenda Milagre, quando se depararam com a carcaça de um animal morto. Nestes casos, é comum o pantaneiro verificar o que pode ter ocorrido, já que ali pode ser um animal da fazenda.
Neste momento, já perto de uma moita e avistando os urubus, Flávio foi atacado pelo felino. “Ela me atacou aqui na perna. Pulou na minha perna e me puxou de cima do cavalo. Aí quando ela me derrubou no chão eu só botava meu braço para proteger e empurrar e, com a outra perna, eu a chutava. Aí que chegou o meu companheiro, gritou com ela e os cachorros latiram e ela largou de mim e foi embora. Daí o meu companheiro ficou sem reação, porque ele me viu todo machucado, aí ele procurou primeiro me atender e o bicho foi embora”, relembra.
(Redes Sociais/Reprodução)
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