Mato Grosso do Sul tem 5ª maior taxa de acidentes de trabalho do Brasil

(Foto: Arquivo Campo Grande News)
Mato Grosso do Sul registrou a 5ª maior taxa de acidentes de trabalho do país, segundo dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). O número de ocorrências no país segue em alta desde 2021 e, só entre 2023 e 2024, houve crescimento de 11,16%.

As informações foram extraídas do sistema e-Social, em uso desde 2022, e de registros do INSS. A tendência de aumento é constante: de 2021 a 2023, a alta variou de 11,91% a 12,63%. Já na comparação entre os primeiros semestres de 2024 e 2025, o crescimento foi de 8,98%. Embora o ritmo tenha diminuído, o cenário continua preocupante, alerta o MTE.

A cada meia hora, MS registra um afastamento por doença relacionada ao trabalho
Informalidade atinge jovens e aumenta riscos no mercado de MS
Com 6.120 acidentes registrados em 2024, o Estado aparece atrás apenas de Santa Catarina (1.047 por 100 mil trabalhadores), Paraná (955), Espírito Santo (944) e São Paulo. A taxa de Mato Grosso do Sul é de 907 acidentes a cada 100 mil empregados. Desses casos, 28 resultaram em morte.

Apesar de São Paulo liderar em números absolutos, com 132.059 registros, Santa Catarina ocupa o topo do ranking nacional por taxa de acidentes. O estado paulista ocupa a sexta colocação da lista das maiores taxas.

Mato Grosso do Sul tem 5ª maior taxa de acidentes de trabalho do Brasil

(Arte: Lennon Almeida)
A coordenadora-geral de Fiscalização em Segurança e Saúde no Trabalho do MTE, Viviane de Jesus Forte, destacou as limitações do sistema brasileiro na real mensuração dos acidentes. “A dificuldade decorre, entre outros fatores, da subnotificação, da falta de padronização de procedimentos nas extrações dos dados e da ausência de um sistema de registro unificado. Existem indícios de que uma parcela significativa das ocorrências registradas como de natureza previdenciária tem, na verdade, origem acidentária”, pontuou.

Outro dado preocupante é que 33,63% das mortes por acidentes de trabalho envolvem jovens com até 34 anos. O ministério também aponta falhas básicas de segurança como causas recorrentes, como o uso inadequado ou a ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Entre os trabalhadores acidentados, a maioria precisou se afastar das atividades. Do total, 62,35% ficaram fora do trabalho por até 15 dias, enquanto 12,03% tiveram afastamento superior a duas semanas. Apenas 25,62% seguiram em atividade normalmente após o acidente.

Entre as ocupações com maior número de óbitos registrados estão os motoristas de caminhão, trabalhadores na cultura de cana-de-açúcar, pedreiros, serventes de obras e vaqueiros.

Campo Grande News

Siga nossa página no Instagram: instagram.com/plantaoregional

Siga nossa página no Facebook: fb.com/plantaoregionalms