Conforme informações da época, Haroldo foi atingido por vários disparos de arma de fogo quando estava em frente a um residencial. Ele teria sido atingido no tórax e no ombro esquerdo e foi encaminhado para a Santa Casa, em estado grave, mas sobreviveu.
Ainda na época, testemunhas relataram um homem como responsável e disseram que o mesmo fugiu em um veículo Fia Uno.
Já Manoel Lima de Souza, que a princípio foi apontado como o principal suspeito do crime, foi inocentado no mesmo julgamento.
O caso de 11 anos atrás
Na época o Ministério Público narrou que os acusados usaram de recurso que dificultou a defesa da vítima, porque os disparos foram efetuados de maneira repentina, sem qualquer alarde, surpreendendo Haroldo enquanto ele estava distraído.
Durante a sessão de julgamento, o promotor de Justiça pediu a absolvição de Manoel por insuficiência de provas, e solicitou que Camila fosse julgada por tentativa de homicídio simples, desconsiderando o agravante de motivo torpe, alegando que a acusada estava sobre forte emoção. O promotor também usou o argumento de autodefesa para os dois réus.
Diante dos fatos, o Conselho de Sentença, por maioria de votos, acolheu os pedidos do MP e da defesa, afastando as qualificadoras e condenou Camila apenas na tentativa de homicídio simples e absolveram Manoel. A sentença foi proferida pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos.
A morte de Haroldo
Vizinhos de Haroldo estão assustados e não sabem o que pode ter motivado o crime acontecido neste sábado (21). A própria vítima disse, minutos antes de ser socorrido, que não sabia o que teria motivado o atentado.
Ao Midiamax, uma testemunha aponta que o homem foi dependente químico no passado, mas há vários anos estava sóbrio e aconselhava familiares e amigos a se manterem longe “das coisas erradas”.
O funcionário de uma conveniência que pertence à filha de Haroldo disse que no sábado a família, amigos e clientes comemoravam 1 ano da existência do estabelecimento, que foi presente da vítima à filha. O homem foi morto a cerca de uma quadra do local.
“Ele estava muito feliz, e aqui estava muito cheio na hora que aconteceu. Ninguém viu nada, só ouvimos os tiros. Não teve briga, não teve nada”, conta o funcionário, que preferiu não se identificar.
Ele ainda relata um pouco do passado de Haroldo. “Bem antigamente ele era dependente químico, mas agora só dava conselho pra nós e falava: ‘não vai pro mundo errado, não usa essas coisas pra não perder sua família’”, relata o trabalhador. “Era uma pessoa muito tranquila e agora acontece uma coisa dessas, estamos muito tristes”, completa.
Uma mulher que mora a poucos metros do local do crime assistia televisão quando ouviu os tiros. “Você não imagina o susto. Não tive coragem de ir lá ver. Só fiquei muito assustada”, compartilha.
Outra moradora da rua também relata os momentos de tensão. “Ouvi uns 10 tiros e ele gritando de dor. Quando cheguei perto, perguntei pra outra vizinha porque tinha acontecido aquilo (os disparos)”, detalha.
Baleado, vítima falou com vizinhos
Essa vizinha disse para a moradora que conversou com Haroldo, já baleado, momentos antes dele ser levado à UPA Vila Almeida por pessoas que estavam no local.
Nesse momento, Haroldo disse apenas “não sei, não sei”, sobre o que poderia ter motivado os disparos. “Foi a única coisa que ele disse pra ela e depois colocaram ele num carro e levaram para o hospital”, relatou. “A gente não sabe da vida de ninguém, mas aparentemente ele era tranquilo e bem reservado”, completa.
Por volta das 9h30 deste domingo (22), uma equipe do Batalhão Choque esteve no local para conversar com testemunhas e buscar imagens de câmeras de segurança de imóveis da rua. O caso segue sendo investigado.
Foto: Murilo Medeiros
Midiamax
