Guardada a sete chaves, relíquia de Carlo Acutis está em local ‘sigiloso e seguro’ em Campo Grande
A morte do Papa Francisco adiou uma série de eventos católicos programados por todo o mundo, entre eles, a canonização do beato Carlo Acutis, inicialmente marcada para este domingo (27) no Vaticano. Em Campo Grande (MS), a capela onde o primeiro milagre do jovem italiano foi registrado e reconhecido pela Igreja organizava uma semana especial para a cerimônia que elevaria Carlo à condição de santo. A chegada de um objeto que pertenceu ao adolescente abriria os festejos, mas com o falecimento do chefe máximo da Igreja Católica, a exposição do objeto foi suspensa.

A programação da Capela Nossa Senhora Aparecida, conhecida como “capela do milagre”, teria início na segunda-feira (21), justamente na data em que Francisco morreu. Na ocasião, um agasalho tipo pulôver que foi de Carlo Acutis, da cor azul escuro, seria exposto na Paróquia São Sebastião e daria início ao cronograma. Os eventos foram cancelados com a morte do Santo Padre, mas a relíquia do jovem já se encontra na capital sul-mato-grossense.

Enviado diretamente da Itália pela mãe de Carlo, dona Antonia Acutis, o pulôver está em um local “sigiloso e seguro”, segundo o Padre Marcelo Tenório, pároco da capela, aguardando uma definição do Vaticano. Conforme o religioso, responsável por divulgar o nome de Carlo Acutis para o mundo, tudo agora dependerá do conclave, marcado para começar no dia 7 de maio.

Carlo usando a roupa enviada por sua mãe para Campo Grande – (Fotos: Arquivo da família)

Relíquia de Carlo Acutis ficará guardada a sete chaves até nova data da canonização

Enquanto o nome do novo Papa não for definido, todas as celebrações seguirão paralisadas. Depois disso é que um cronograma de celebrações será divulgado, com base na escolha da nova data para canonizar Acutis. Até lá, o agasalho que pertenceu ao jovem milagreiro seguirá guardado a sete chaves na capital de Mato Grosso do Sul, esperando o momento exato para ser exibido e venerado pelos fieis.

“Nós só apresentaremos a relíquia justamente quando houver a nossa data e iremos cumprir rigorosamente o calendário que a gente tinha colocado, diferente nos dias, mas o mesmo calendário de festa. Essa relíquia não voltará para a Itália”, salienta o padre Marcelo Tenório.

Antes de vir para Campo Grande, a relíquia passou por tratamento especial em São Paulo, onde o relicário foi confeccionado. Vale lembrar que que a capela do milagre já conta com fios de cabelo e um pedaço do coração do jovem, relíquias de primeiro grau, expostas em tempo integral em um relicário no altar dedicado a Carlo.

Foto: Henrique Arakaki

Midiamax

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