‘La Cadetral’: PF deflagrada nova fase da operação que tem como alvo detento do Presídio Federal da Capital

Uma nova fase da operação ‘La Catedral’, que tem como um dos alvos Lyferson Barbosa da Silva, encarcerado no Presídio Federal em Campo Grande, foi deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta terça-feira (8). A operação investiga um esquema de corrupção no sistema prisional de Pernambuco.

Agora, a operação teve como alvo André de Araújo Albuquerque, ex-secretário executivo da Seap (Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização) – cumprido um mandando de prisão preventiva – além da ex-superintendente de Segurança Prisional da pasta estadual.

O suspeito havia sido exonerado do cargo de secretário executivo no final do ano passado, em meio aos avanços das investigações da PF.

Encarcerado em Mato Grosso do Sul

Em meio aos alvos da operação, está Lyferson Barbosa da Silva, transferido para Mato Grosso do Sul. Contudo, antes da sua transferência, em 2023, foi descoberto um diálogo no qual Lyferson teria ordenado a um comparsa ataques ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito), escolas e um hospital. Além disso, a ordem era de que veículos fossem incendiados e pessoas inocentes assassinadas.

Os criminosos estariam insatisfeitos com decisões tomadas pela segurança pública estadual. Por isso, houve a ordem dos ataques.

Acesso a garotas de programa

Ao todo, oito policiais penais foram presos na primeira fase da operação. A investigação, segundo o JC PE, indicou que eles liberavam a entrada de garotas de programa, drogas, bebidas alcoólicas e comidas no Presídio de Igarassu. Isso porque eles recebiam os pagamentos via Pix, comidas e joias em troca.

‘La Catedral’

A operação La Catedral descobriu uma organização criminosa composta por detentos e policiais penais que atuavam no Presídio de Igarassu, em Pernambuco. Foram cumpridos mandados em Recife, Paulista, Goiana, Carpina, Abreu e Lima, Itapissuma (todas em Pernambuco) e em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

A investigação teve início após a identificação de um detento que comandava diversas atividades ilícitas na unidade, contando com o apoio de servidores do sistema prisional. Durante as apurações, foram constatados atos de corrupção passiva praticados por policiais penais, além de acessos indevidos a sistemas internos para favorecer detentos.

Os investigados poderão responder por tráfico e associação para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção, prevaricação, promoção ou facilitação de ingresso de aparelho telefônico em presídio e participação em organização criminosa.

(Divulgação/Polícia Federal)

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