Dia sem imposto mostra o quanto carga tributária “pesa” no bolso do consumidor

Na 6ª edição do Dia Livre de Impostos, realizada nesta quinta-feira (6), consumidores encontraram produtos até 50% mais baratos com a isenção de taxas como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) e o ISS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços).

A ação nacional promovida pela FCDL/MS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul) acontece em Campo Grande e em mais 65 cidades de Mato Grosso do Sul e mostra o quanto a carga tributária “pesa no bolso” da população.

No Centro de Campo Grande, por exemplo, na loja Anita, um sapato feminino que no valor normal custa R$ 199,99 hoje é vendido sem 36,17% de tributo e sai por R$ 127,65; na loja Ordini, uma cafeteira de R$ 249,99 fica R$ 106,42 sem 42% das taxas tributárias.

A Energisa também está participando da ação com condições especiais de negociação nas contas, com parcelamento em 24 vezes sem entrada. Segundo o coordenador comercial da distribuidora, Jonas Ortiz, em uma conta de R$ 100,00, por exemplo, R$ 27,00 fica para empresa.

O aposentado, Levino Garcia, de 74 anos, estava olhando os preços. “Mostra que baixando já ajuda muito. Hoje em dia é imposto demais, assusta todos nós”, disse. Ele ainda aponta que as taxas tributárias comprometem mais da metade do poder aquisitivo dos consumidores.

Para a vendedora autônoma, Maria Neide dos Santos, de 53 anos, o valor pago em imposto é absurdo. “Até uma bala que a gente compra tem que pagar imposto. Tem que pagar imposto para ter benefício na nossa cidade, mas diminuir a porcentagem seria bom”, afirmou.

Mascote da ação Dia Livre de Impostos, "Impostossauro", no shopping Pátio Central (Foto: Marcos Maluf)

Mascote da ação Dia Livre de Impostos, “Impostossauro”, no shopping Pátio Central (Foto: Marcos Maluf)
A presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, afirma que a atual carga tributária afasta investidores. “Impede o desenvolvimento das nossas empresas, encurta o poder de compra do nosso trabalhador, do nosso consumidor, compromete a sua qualidade de vida”, disse. Santiago aproveitou para falar sobre o impacto da Reforma Tributária sobre o setor.

Campo Grande News

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