Acidente com morte após carro ser arremessado contra muro em Campo Grande
Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que o carro Ford Ka atinge uma picape, onde estava Carlos Augusto Queiroz, de 53 anos, que morreu ainda no local devido ao forte impacto.
O acidente aconteceu pouco antes da meia-noite no cruzamento da Rua Fátima do Sul com a Rua Rio Dourado, no bairro São Jorge da Lagoa.

Conforme as imagens, Carlos atravessava a via, devagar, quando foi atingido pelo outro veículo, aparentemente em alta velocidade.Com a forte batida, os veículos são arrastados por mais de 20 metros até bater em um muro de uma casa.
O casal que estava no outro veículo foram socorridos para a Santa Casa.
A proprietária do imóvel atingido pelos veículos, uma servidora pública, de 50 anos, disse que mora no local há 30 anos e que nunca tinha presenciado um acidente tão grave.
Ela assistia à televisão quando escutou a batida. “Fiquei muito nervosa, porque tenho medo de acidente de trânsito. Só tirei fotos do carro dele e cobrei para ele pagar. A sorte é que não atingiu a casa, só o muro”, explica. Ela estima que a reforma sairá em torno de R$6 mil reais.
A moradora explicou que não conseguiu dormir, com medo, pois a casa é de esquina e o muro passou a noite ‘aberto’. “Para entrarem aqui e roubarem é daqui para ali”.
Acidentes e alta velocidade
Testemunhas disseram que o condutor do veículo que causador do acidente, teria dito que a filha bebe estava com crises de convulsão, mas moradores afirmam terem sentido cheiro de cerveja.
Ainda segundo moradores, a Rua Fátima do Sul recebeu novo recapeamento e com o asfalto novinho, motoristas aproveitam para ‘testar’ velocidade. “O pessoal não respeita, passa em alta velocidade, acham que aqui é pista de corrida mesmo. Agora com esse asfalto novinho, o carro desliza, né?”, disse.
Funcionários de um açougue na esquina do cruzamento relataram que os acidentes são constantes. “Pelo menos a cada semana tem um, principalmente com motociclistas”, contam. “Velocidade muito alta. Fizeram o recapeamento e não colocaram um quebra-molas”, explicam.
Outra preocupação é em relação às crianças. Na esquina tem um Centro de Educação Infantil Municipal e não há ao menos faixa de pedestres por perto.

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