Trio leva o Nobel de Medicina por descobertas sobre canais iônicos

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Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel levaram o Nobel de Medicina de 2026 por suas descobertas relacionadas aos canais iônicos ativados pela luz e à optogenética.

Os três cientistas dividirão o prêmio de 12 milhões de coroas suecas (R$ 6,2 milhões) concedido pela Assembleia do Nobel no Instituto Karolinska, da Suécia. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (5).

As descobertas sobre a chamada optogenética mostram como as células nervosas moldam memórias, sentimentos e comportamentos no cérebro vivo.

O método inaugurado pelos cientistas é considerado uma das bases para uma nova era da neurociência, ajudando na compreensão do cérebro. Na medicina, a técnica está sendo utilizada em tentativas de restaurar a visão em pessoas com deficiência visual.

Nobel 2025

No ano passado, o prêmio de Medicina foi para três cientistas, os americanos Mary E. Brunkow e Fred Ramsdell e o japonês Shimon Sakaguchi, pela pesquisa que descobriu como o sistema imunológico evita atacar o próprio corpo.

Desde 1901, mais de cem Prêmios Nobel em Fisiologia ou Medicina (como é formalmente chamado) foram distribuídos.

A distinção científica de renome mundial só não foi concedida em nove ocasiões: em 1915, 1916, 1917, 1918, 1921, 1925, 1940, 1941 e 1942.

Ao longo dos anos, das 232 pessoas agraciadas com o Nobel em Medicina, apenas 14 eram mulheres.

O ganhador mais jovem foi Frederick G. Banting, que recebeu o Nobel da área em 1923, com apenas 31 anos, por descobrir a insulina. Já o mais velho foi Peyton Rous, premiado em 1966, aos 87 anos, por sua descoberta de vírus que causam tumores.

Entre os 232 vencedores do Prêmio Nobel de Medicina, 14 são mulheres. Um destaque especial é Barbara McClintock, a única mulher a ganhar o prêmio sozinha, em 1983, pela descoberta dos “elementos genéticos móveis”.

Outras mulheres que marcaram a história do prêmio incluem Gerty Cori (1947), pelas descobertas sobre o glicogênio; Rita Levi-Montalcini (1986), pelos estudos sobre fatores de crescimento; Françoise Barré-Sinoussi (2008), pela descoberta do HIV.

Embora ninguém tenha recebido o Nobel de Medicina mais de uma vez, em outras categorias há pessoas que já foram premiadas duas vezes (entenda mais abaixo). Desde 1974, o prêmio NÃO pode ser entregue a pessoas falecidas, a menos que o óbito ocorra depois do anúncio oficial.

Um caso especial aconteceu em 2011, quando foi descoberto que o laureado Ralph Steinman havia falecido dias antes do anúncio, mas como o comitê não sabia de sua morte, ele manteve o prêmio.

Nobel 2026

A láurea em Medicina é sempre a primeira a ser anunciada. Os prêmios em Física, Química, Literatura e Paz serão entregues ao longo da semana; já a láurea em Economia será divulgada na próxima segunda (12). Veja o cronograma:

Medicina: segunda-feira, 5 de outubro

Física: terça-feira, 6 de outubro

Química: quarta-feira, 7 de outubro

Literatura: quinta-feira, 8 de outubro

Paz: sexta-feira, 9 de outubro

Economia: segunda-feira, 12 de outubro

G1

reprodução- Nobel Prize