Moraes e Dino determinam devolução de pagamentos ‘exorbitantes’ de penduricalhos em tribunais
Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), identificaram o pagamento de salários “exorbitantes” a magistrados de sete tribunais estaduais e a membros da AGU (Advocacia-Geral da União) e determinaram a suspensão imediata dos pagamentos dos valores recebidos indevidamente. Os dois são relatores de ações sobre o tema.
As decisões proferidas nesta quarta-feira (12) atingem os tribunais de Justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal.
Os ministros ainda determinaram que os presidentes dos tribunais entreguem, em até cinco dias, documentos que comprovem a suspensão dos pagamentos e as devoluções determinadas.
Para os ministros, os tribunais e a Advocacia-Geral da União estão descumprindo a decisão do Supremo que estabeleceu que as verbas indenizatórias e outros adicionais conhecidos como “penduricalhos” não podem ultrapassar o limite de 70% do teto do funcionalismo (R$ 46,3 mil).
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom – Agência Estado
