Após pagar fiança, médica investigada em esquema de R$ 27 milhões deixa a prisão
A Justiça autorizou que a médica Olívia Paroschi Jafar responda em liberdade às investigações da Operação Gutenberg, deflagrada para apurar um suposto esquema de fraudes de R$ 27 milhões na compra de livros em Mato Grosso do Sul.
A decisão, segundo reportagem do G1MS, foi cumprida no sábado (18), após o pagamento de fiança, cujo valor não foi divulgado pela defesa.
Como condições para deixar o presídio, a investigada terá de usar tornozeleira eletrônica, comparecer sempre que for convocada pelo Judiciário e está proibida de manter contato com familiares que continuam presos por determinação da Justiça.
Olívia foi presa durante a operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que também teve como alvos sua mãe, Rossana Paroschi Jafar, e os irmãos Felipe e Giovanni Paroschi Jafar. Os três permanecem detidos.
Entre os demais investigados, Jessyca Duarte Burgatt, Joatan Gomes Peixoto e Geancarlo Leal de Freitas também obtiveram liberdade mediante medidas cautelares. Já Heyder Bartz, apontado pelo Gaeco como um dos líderes da suposta organização criminosa, continua foragido.

Em manifestação, a defesa afirmou que a decisão judicial reconheceu que Olívia não integra o núcleo de comando da organização investigada, argumento que embasou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.
Os advogados sustentam ainda que a médica atua exclusivamente na profissão, não exercia funções de gestão nas empresas investigadas e que o contrato mantido com a Santa Casa se refere apenas à prestação de serviços médicos, sem relação com os fatos apurados.
Assim a abertura fica com redação própria, sem reproduzir a estrutura do release, e conduz a informação a partir da decisão judicial, que é o principal fato da atualização.
Fonte: conjunturaonline.com.br
